Câncer de intestino: causas, sintomas e formas de tratamento

O câncer de intestino pode acometer tanto o intestino delgado como o intestino grosso, em menor ou maior grau. No intestino delgado (região responsável pela digestão e absorção de alimentos), a incidência de câncer é mínima, mas ocorre.

Na maioria dos casos, quando se fala em câncer de intestino, é muito comum ocorrer no intestino grosso (região responsável por absorver água, armazenar e eliminar os resíduos), podendo ser chamado de câncer de cólon ou colorretal (no cólon ou no reto).

Neste conteúdo, vamos abordar os sintomas, as fases e os tratamentos para o câncer de intestino.

O que é câncer de intestino?

Câncer de intestino é um tumor que origina no intestino grosso (mais predominante) e está relacionado a um grupo de cânceres que acometem áreas intestinais, como cólon e reto, chamado de colorretal.

Apesar de bom prognóstico, a doença é traiçoeira, por vezes, seus sintomas são confundidos com a de hemorroidas e, com isso, tardiamente detectado.

Fases do câncer de intestino

Assim que o câncer colorretal é diagnosticado, o médico fará um procedimento chamado de estadiamento, utilizado para identificar em que fase a doença está e quais as chances de tratamento e cura.

  • Fase 1

O tumor encontra-se apenas no cólon ou no reto, não espalhando-se para outras áreas. É possível a cirurgia, realizada por polipectomia (remoção do pólipo) ou excisão local com colonoscópio.

  • Fase 2

O tumor já se espalhou em várias camadas do cólon, atravessou a parede do intestino, mas não atingiu os linfonodos próximos.

  • Fase 3

A doença invadiu os linfonodos, mas não se desenvolveu em metástases.

  • Fase 4

O  colorretal apresenta metástases para outros órgãos, e os mais comuns de serem afetados são o fígado e os pulmões.

Câncer de cólon X hemorroida

O exame de sangue oculto nas fezes pode dar positivo tanto para hemorroidas quanto para câncer de cólon.

Para evitar confusão, a diferença entre ambas é que o sangue no câncer colorretal sai misturado às fezes, diferente da hemorroida, em que o sangue é mais vivo.

A hemorroida não tem nenhuma relação com câncer intestinal, sendo uma doença vascular benigna. De qualquer modo, todo sangramento anal deve ser investigado.

Causas

Tabagismo cancer de intestino
Tabagismo pode ser uma das causas do câncer de intestino

Ainda que suas causas não tenham sido comprovadas, o câncer colorretal pode ter origem genética, ambiental e dietética.
Entretanto, fatores de risco apontam para maior incidência de câncer de cólon ou reto. Os fatores de risco incluem:

  • Diabetes mellitus e obesidade;
  • Tabagismo e consumo de álcool;
  • Pólipos adenomatosos;
  • Polipose adenomatosa familiar;
  • Síndrome de Lynch;
  • Histórico familiar;
  • Idade;
  • Doença inflamatória intestinal;
  • Consumo de carne animal em excesso e pobre em frutas e fibras;
  • Sedentarismo.

Pessoas acima de 50 anos têm maior predisposição a sofrerem com o câncer de cólon, possivelmente por terem sido expostos aos outros fatores de risco por mais tempo.

Sintomas

Os sintomas do câncer intestinal depende de qual área foi afetada: cólon + reto ou intestino delgado. Em fase inicial, o câncer de intestino pode não apresentar sintomas claros, mas alguns sinais podem evidenciar o problema.

Sintomas de Câncer Colorretal

Os sintomas que podem ser de câncer colorretal:

  • Cansaço constante;
  • Diarreia ou constipação (prisão de ventre);
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Fezes em fita ou pastosas e escuras;
  • Sensação de não esvaziamento do intestino;
  • Perda de peso não intencional;
  • Cólica intestinal, sensação de estufamento, inchaço.

Ainda que possam ser sinais de outras doenças, é sempre bom procurar um médico.

Sintomas de câncer no intestino delgado

Os sinais não definem exatamente um câncer no intestino delgado, uma vez que são sintomas incertos, semelhantes aos do câncer de cólon:

  • Anemia;
  • Dor abdominal;
  • Fadiga;
  • Perda de peso.

É possível que o paciente sinta, inicialmente, dores no estômago, uma vez que o tumor bloqueia a passagem de alimento. O crescimento desse tumor provoca náuseas e vômitos.

É raro, mas o câncer pode perfurar a parede do intestino e deixar vazar todos os resíduos alimentares, causando uma dor súbita, além de vômitos. Hemorragia leve ou severa também podem ser observadas em alguns casos.

Como prevenir o câncer de intestino?

Independente do tipo da doença, a melhor forma de prevenir é adotando hábitos saudáveis, como preferir uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais, praticar exercícios físicos, não fumar nem beber, e fazer exames periódicos.

Exames como a colonoscopia (endoscopia no ânus) pra análise do material coletado pode ser uma medida eficaz para tratar o câncer em sua fase inicial, caso haja.

Quem já tem histórico de doenças inflamatórias crônicas, como doença de crohn ou retocolite ulcerativa, pode aumentar o risco para câncer colorretal, uma vez que a doença seria resultado de constantes inflamações. Isso significa que os exames devem ser feitos com maior regularidade a fim de prevenir o câncer.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença depende de qual fase ele se encontra. Primeiramente, pessoas com idade acima dos 50 anos precisam fazer um exame anual de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, o paciente é encaminhado para o exame de colonoscopia.

Pacientes com idades inferiores podem ser submetidos ao exame inicial caso apresente alguns fatores de risco, como doenças inflamatórias intestinais.

Em seguida, outros exames serão solicitados para identificar o estádio da doença, tais como: exames laboratoriais, físicos, tomografias, radiografias e exames de ressonância magnética.

Tratamento do câncer de intestino

O tratamento da doença vai depender do estadiamento da doença, ou seja, de qual estágio ela se encontra.

Câncer de cólon na fase 1

O câncer na fase inicial pode ser facilmente removido através da colonoscopia. Em caso de haver dificuldade em retirar os pólipos, o médico poderá fazer uso da cirurgia laparoscópica.

A laparoscopia consiste em realizar pequenas incisões na parede abdominal para inserir instrumentos com câmeras e, assim, mostrar o cólon em um monitor de vídeo.

Câncer de cólon na fase 2

É recomendada uma cirurgia chamada colectomia parcial ou hemicolectomia, que consiste em remover parte do cólon acometido pelas células cancerosas.

Quando o câncer está na saída do reto, o cirurgião não conseguirá reconectar as áreas saudáveis do cólon ou do reto, sendo necessário o uso de uma colostomia temporária ou permanente.

A colostomia é um método em que o médico cria uma abertura na parte abdominal a partir de uma área do intestino com o objetivo de fazer os resíduos do corpo caírem em um saco especial.

Esse método pode ser temporário até que o cólon ou reto estejam recuperados após a cirurgia. Entretanto, a colostomia pode durar por muito tempo.

Câncer de cólon na fase 3

A colectomia também pode ser indicada nesta fase, mas a quimioterapia ajuda a destruir as células cancerosas após a cirurgia, quando o tumor se espalhou para os gânglios linfáticos.

A quimioterapia também pode ser útil para quem não tem condições físicas para ser submetido a um procedimento cirúrgico, neste caso, a quimioterapia é aliada a radioterapia.

Câncer de cólon na fase 4

O uso de radiação ionizante na área cancerosa é a função da radioterapia. Aliada a quimioterapia, ela também pode reduzir as chances da doença ressurgir ou diminuir as células cancerígenas antes da cirurgia.

Radioterapia cancer de intestino
Radioterapia para tratar câncer de intestino

Nem sempre o tumor, no estágio 4, pode ser facilmente removido pelo processo cirúrgico. Isso depende das áreas afetadas e de qual proporção seriam as metástases. Pode ser necessário uma colectomia a fim de evitar que o cólon seja obstruído.

Tem cura?

O câncer tem cura, desde que seja diagnosticada o mais cedo possível. A possibilidade de cura, entretanto, pode depender da fase da doença.

No estágio inicial, a doença é totalmente curável, com menor chance de recidiva cinco anos após a remoção do tumor. Em casos da doença na fase 2 e 3, as chances de cura também são grandes, mas na fase 4 o câncer de cólon costuma ser incurável, ainda que haja exceções.

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