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HPV – Vírus do Papiloma Humano

Uma das DSTs mais conhecidas é o HPV, essa patologia pode ser tratada e em alguns casos é possível que seja curado sozinho como resultado da remissão espontânea do vírus. Se ele for não tratado, as chances da portadora desenvolver um câncer no colo do útero são altas.

Este artigo explicará o que é HPV, quais são os seus tipos, causas, fatores de risco, sintomas, tratamentos, complicações e prevenção. Confira!

O que é HPV

HPV ou vírus do papiloma humano é um vírus que atinge os queratinócitos da pele ou as mucosas, apresentando vários tipos distintos.

Boa parte dos subtipos está relacionado a lesões benignas, como as verrugas, porém, alguns tipos são constantemente localizados em certas neoplasias, como no caso do câncer do colo do útero, do qual estima-se que seja responsável por uma porcentagem de 90% em relação a todos os casos constatados.

hpv

O principal meio de transmissão do HPV é pelo contato pele a pele através da via sexual, isso envolve o sexo oral, vaginal e anal. Também existe a possibilidade de o vírus ser transmitido da mãe para o filho durante o parto, isso acontece devido à região genital materna estar infectada. No entanto, apenas uma porcentagem menor de crianças apresentarão a papilomatose respiratória juvenil.

Ainda não foi afirmada a contaminação do HPV através de objetos pessoais, como toalha, roupa íntima, entre outros. Locais como o vaso sanitário e piscina também não foram comprovados em estudos como meios de transmissão.

O vírus do papiloma humano é a doença sexualmente transmissível mais recorrente. Há uma estimativa que grande parte da população brasileira e mundial adulta possua o vírus, sendo também que quase todas as pessoas obtiveram essa infecção em certo período da vida.

Está patologia possui tratamento, mas a sua cura total é bastante difícil. O HPV se manifesta por meio de sinais como o surgimento de verrugas na região íntima depois da relação sexual com alguém infectado.

O tratamento desse vírus é feito com a realização de cirurgias de cauterização e uso de medicamentos, normalmente a duração ocorre aproximadamente por 2 anos, apesar dos sinais surgirem antes.

Tipos de HPVs

Os tipos e subtipos do HPV são definidos conforme a semelhança na sequência dos nucleotídeos, através de métodos de hibridização molecular.

Se ocorrer da semelhança ser menor que 50% em relação aos outros membros, é estabelecido um novo tipo e será definido um novo número, segundo a ordem da descoberta.

Quando a semelhança é maior que 50%, classifica-se um novo subtipo, caso esteja próximo de 100%, os vírus são identificados como variantes do mesmo tipo.

São reconhecidos mais de 150 tipos desse vírus, onde mais de 35 tipos atingem a área anogenital e são capazes de provocar desde as clássicas verrugas genitais até lesões displásicas de baixo e alto grau, onde cerca de 20 delas apresentam relação com o câncer de colo no útero.

O vírus do papiloma humano pode ser classificado de acordo com o seu baixo, intermediário ou alto risco, sendo considerado o tipo de lesão em que estão mais relacionados.

Os subtipos 6, 11, 41, 42, 43 e 44 são normalmente ligados a infecções benignas de caráter genital, como, por exemplo, o condiloma acuminado ou plano, do qual é identificado na maioria das infecções avaliadas clinicamente.

Causas do HPV

O HPV é transmitido através do contato pele com pele, existe uma estimativa que 98% das formas de contágio surgem por meio do contato sexual.

Diferente de outras doenças sexualmente transmissíveis, no HPV não é necessário que haja a troca de fluídos para que o indivíduo seja contaminado.

A maior forma de proteção durante uma relação sexual é o uso da camisinha, ela garantirá que o HPV não seja transmitido, sendo importante usá-la também no sexo anal e oral.

Outros meios de contágios, porém de forma rara, é pelo contato com verrugas de pele e também através da transmissão da mãe para o feto, nesse caso ela acontecerá no momento do parto.

O vírus do papiloma humano pode ser adquirido e o portador não perceber e nem apresentar nenhum sintoma.

Em alguns casos o HPV somente será sintomático entre 2 a 8 meses da infecção, em outras situações é possível que ele fique encubado, sendo manifestado após 20 anos.

Fatores de risco

Toda a pessoa que possua vida sexual ativa está em risco de ser contaminada com o vírus do HPV se não protegida durante a relação.

É muito importante observar alguns fatores que podem elevar a chance de obter essa doença:

  • Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis;
  • Relação sexual sem camisinha;
  • Mais de um parceiro;
  • Vida sexual precoce;
  • Queda do sistema imunológico;
  • Falta de exames de rotina.

Os fatores de risco para o câncer relacionado ao vírus do papiloma humano são as modificações da resposta imunológica do corpo, como:



  • Ingestão de contraceptivos orais com elevadas dose durante muito tempo;
  • Várias gestações;
  • Infecção pelo HIV;
  • Indivíduos fumantes;
  • Possuir outras doenças sexualmente transmitidas, como, por exemplo, a herpes simples;
  • Tratamento com radioterapia, quimioterapia ou imunossupressores.

Sintomas do HPV

O tipo e intensidade dos sinais dependem da classificação do vírus do HPV e a área da infecção. O vírus possui duas categorias: aqueles que atingem as superfícies cutâneas no geral e os que infectam a área genital.

Independente da região afetada, a maioria dos portadores não apresentam nenhum tipo de sintoma.

Quando o vírus apresenta sinais, eles costumam aparecer com:

  • Verrugas em locais como os pés, mãos e rosto;
  • Condiloma acuminado, nesse caso o vírus atinge a região genital causando verrugas nessa área;
  • Papilomatose respiratória, onde apresenta verrugas no canal das vias respiratórias, podendo em determinados casos obstruir a passagem do ar.

No caso do indivíduo apresentar algum desses sintomas é indispensável que procure um médico.

Tratamentos para o HPV

Apesar de nem toda verruga na região íntima ser sintoma do HPV, é importante que caso tal sinal seja apresentado busque por um médico especialista na área para uma avaliação correta.

Normalmente, essa doença é diagnosticada nas visitas de rotina ao ginecologista ou urologista, isso acontece pelo fato de a patologia geralmente não apresentar nenhum sintoma.

A cura total não é tão fácil, isso porque em grande parte dos casos o tratamento se propõe a diminuir ou retirar as lesões geradas pelo vírus do papiloma humano. Devido à infecção subjacente às lesões se manter e é constante as recidivas, por isso a necessidade de um acompanhamento médico.

Boa parte dos tratamentos oferecem excelentes resultados, porém não existem pesquisas que afirmem o melhor procedimento, nem dados com relação à eficácia comparada entre tratamentos associados e monoterapia, desse modo a abordagem terapêutica fica a ser determinada pelo médico, considerando também o paciente.

As forma de tratamentos do HPV podem ocorrer através de:

  • Agentes tópicos: são usados sobre a lesão, oferecendo a dissolução da queratina e/ou eliminação das células que formam a lesão. Exemplos: ácido tricloroacético, podofilina e fluorouracil.
  • Imunomoduladores: são substâncias que incentivam o sistema imunitário a combater a infecção. Exemplos: retinóides, imiquimod e interferão.
  • Procedimentos cirúrgicos: nesse caso a eliminação das lesões acontece por meio de vários métodos cirúrgicos. Exemplos: crioterapia, cirurgia de alta frequência, excisão com bisturi, crioterapia e laserterapia.

Complicações

É identificado que entre os 150 tipos de vírus do HPV classificados, apenas 14 deles podem provocar problemas que resultem no câncer, como, por exemplo, o câncer do colo uterino, garganta ou ânus. Cerca de 70% desses problemas ocorrem devido ao contágio com os vírus HPVs do tipo 16 e 18, enquanto os HPVs 31, 33, 45, entre outros tipos são localizados nos demais casos.

O câncer mais comum relacionado ao HPV é o de colo de útero que atinge as mulheres. Nos homens esse vírus também é capaz de gerar alguns problemas, como o deslocamento do espermatozoide e a eficácia da fecundação.

O vírus do papiloma humano pode está associados a lesões na área oral e no sistema respiratório superior, como, por exemplo, a língua, palato, amídalas e nariz.

A transmissão vertical desse vírus durante o parto será capaz de gerar complicações para a criança, como o desenvolvimento da papilomatose laríngea juvenil.

Estima-se que 90% dos portadores de HPV conseguem ser curados da infecção, sendo que somente 10% deles terão o vírus sem recidivas.

Quanto mais cedo o diagnostico da lesões do HPV for feita, mais rápido será possível ser tratado o problema.

Prevenção para a doença HPV

Um boa forma de prevenir o HPV é através da aplicação da vacina, hoje existem 2 tipos que são aprovados e registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária: o primeiro é a vacina quadrivalente e o segundo é a vacina bivalente.

Conforme estudos as vacinas que combatem o HPV previnem cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Contudo, ainda é preciso que as mulheres realizem consultas ginecológicas de rotina e usem preservativos para evitar outras DSTs.

O método mais comum para evitar o HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis é através do uso da camisinha para ambos os sexos.

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