Conheça 8 doenças auditivas: algumas podem levar à surdez total

Você sabia que aquele zumbido no ouvido que tanto incomoda pode indicar uma doença auditiva e levar a paralisia facial ou surdez? As doenças auditivas podem afetar todo o ouvido, bem como uma única parte, causando tontura, vertigem, dificuldade para ouvir em ambientes mais ruidosos, até a perda auditiva.

O ouvido é complexo, sensível e dividido em 3 partes que trabalham para que as ondas sonoras possam ser transformadas e traduzidas para o cérebro. São eles:

  • Ouvido externo – Recebe as ondas sonoras.
  • Ouvido médio – Transforma as ondas sonoras.
  • Ouvido interno – Traduz as ondas sonoras para impulsos nervosos e as encaminha por um nervo acústico até o cérebro, para que ele possa decifrar o som.

Todo esse trabalho acaba resultando em alguma doença do ouvido, desde as mais fáceis de tratar até as mais difíceis.

Conheça as 8 doenças auditivas mais comuns, incluindo as menos conhecidas também.

1. Otite

Otite é uma das doenças do aparelho auditivo mais comum em crianças. Trata-se de uma infecção no ouvido médio, bastante dolorosa, causada por vírus e bactérias.

Seus sintomas principais vão desde dor de ouvido, febre e dor de cabeça até sangramento em casos de maior gravidade. A otite pode ser tratada com antibióticos e, algumas vezes, talvez seja necessário cirurgia.

2. Labirintite

Labirintite é uma doença auditiva do labirinto e que afeta suas estruturas, como a cóclea (audição) e o vestíbulo (equilíbrio). Lesões do ouvido interno, alergias, tumores, alterações cardiovasculares, consumo de álcool e cigarro em excesso são algumas das causas da labirintite.

Labirintite doença auditiva
Tudo sobre a doença auditiva da labirintite

Os principais sintomas são tontura, dor de cabeça, náusea, desequilíbrio, suor excessivo e zumbidos no ouvido, que podem durar minutos, horas ou dias. Tais sintomas podem desaparecer sozinhos ou ser necessários medicamentos, como anti-histamínicos, corticoides, remédios que aliviam a tontura ou antibióticos, caso a doença do ouvido labirintite seja por uma infecção bacteriana.

3. Doença de Ménière

A doença de Ménière é outra doença do ouvido que atinge o labirinto. Ela é caracterizada pelo excesso de líquido no labirinto, chamado de endolinfa, e que envolve a estrutura do equilíbrio e da audição. A doença de Ménière é uma doença auditiva progressiva e que pode levar à surdez. As causas podem estar relacionadas à complicações da hipertensão, diabetes, enxaqueca ou doenças autoimunes.

Durante as crises, é comum o portador de Ménière sofrer de vertigem, náuseas, sensação de ouvido tampado e zumbido no ouvido. O médico pode indicar medicamentos antivertiginosos e até o uso de aparelho auditivo, quando já há uma perda de audição significativa. A cirurgia chamada Descompressão do Saco Endolinfático também é uma opção.

4. Tinnitus

Tinnitus é o nome que se dá ao zumbido no ouvido, aquele ruído que pode durar horas e que só o paciente consegue ouvir. A causa está bastante ligada a exposição a ruídos altos (como ouvir música acima de 85 decibéis), lesões na cabeça, uso de drogas ou certos medicamentos (aspirina, por exemplo), doença de Ménière ou estresse.

Alguns descrevem o tinnitus como som de assobio, batidas semelhantes à do coração ou cachoeira, abelha ou chiado. A recomendação médica é de que o portador da doença auditiva faça uma avaliação para saber se o tinnitus está relacionada a perda de audição para que possa usar um aparelho auditivo (até o momento, única solução) ou até mesmo para saber se é a doença de Ménière, a fim de tratá-la.

5. Colesteatoma

Colesteatoma é uma das doenças que afetam o ouvido, altamente corrosiva, cujo aumento do epitélio escamoso queratinizado preenche o ouvido médio e/ou mastoide. Colesteatoma é causado por uma otite mal resolvida ou pode ser congênita, que evolui e corrói as partes do ouvido médio, seus ossículos (martelo, bigorna e estribo) e tomando a base do crânio.

Em 98% dos casos, os pacientes com colesteatoma sofrem de secreção contínua, infecção, zumbido, dor de cabeça e perda auditiva. O tratamento para colesteatoma é cirúrgico, para remover o tumor e impedir complicações como paralisia facial ou abcessos cerebrais.

6. Síndrome de Usher

Síndrome de Usher é uma doença genética do ouvido, que também é responsável pela perda gradativa da visão. A cóclea (responsável pelo equilíbrio) é afetada por uma mutação genética, bem como as células fotorreceptoras da retina, que leva luz convertida em impulsos elétricos até o cérebro.

Os sintomas incluem perda auditiva, degeneração da retina, que leva a perda de visão noturna e periférica; pouco equilíbrio, esbarram-se fácil em objetos e pessoas, e não enxergam muito bem se olhar para baixo, para cima ou para os lados. O tratamento pode ser por terapia genética, a fim de substituir o gene defeituoso, ou cirúrgica.

7. Neuroma do Acústico

Neuroma do acústico é um tumor benigno, muito raro e que atinge o nervo acústico, responsável por conduzir estímulos do ouvido interno ao cérebro. Neuroma ou neurinoma do acústico é uma doença auditiva causada por um defeito no cromossomo 22. Há dois fatores de risco para o neuroma: ser transmitida pela mãe ou pai, ou a criança ter a cabeça e pescoço expostos à radiação.

Neuroma do Acústico
Neuroma do acústico e seus sintomas

O neuroma pode causar uma súbita perda de audição ou ser gradual. Outros sintomas incluem zumbido, dormência facial, tontura, desequilíbrio, além de dor de cabeça, dificuldade para engolir e confusão mental. O portador do neuroma pode precisar de um monitoramento regular, cirurgia ou radiocirurgia estereotáxica, cujo objetivo é impedir o crescimento do tumor.

8. Otosclerose

Otosclerose é uma doença do ouvido que faz com que haja um crescimento anormal do estribo (um dos ossos internos do ouvido), interferindo na condução de sons e comprometendo toda a audição. A causa está relacionada com a hereditariedade, mas pode ocorrer sem que alguém da família tenha tido a doença. Gravidez e sarampo podem agravar a otosclerose.

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Pessoas com otosclerose podem manifestar sintomas como tinnitus (zumbido), vertigem e pouca percepção de sons altos, o que torna ambientes barulhentos nada desagradáveis para quem tem essa doença do ouvido. Medicamentos como bifosfonatos e fluoreto de sódio, uso de aparelho auditivo (graduado com o passar do tempo e a necessidade de cada um) ou cirurgia são indicados aos pacientes com otosclerose.

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