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8 doenças degenerativas mais comuns: você tem e não sabe?

As doenças degenerativas são aquelas que, de modo gradual, progressivo e irreversível, comprometem funções vitais do organismo (como o funcionamentos dos sistemas cardiovascular, neurológico, renal, respiratório, etc). A maioria das doenças degenerativas não tem cura, mas os tratamentos disponíveis podem estacionar ou mesmo retardar a evolução.

Geralmente, a doença degenerativa é adquirida através de uma alimentação indevida (que costuma envolver uso excessivo de gorduras de origem animal e/ou excesso de laticínios, corantes e aromatizantes), prevalência de hábitos sedentários, tabagismo e abuso de álcool. Algumas das doenças degenerativas podem ser hereditárias, mas uma alimentação saudável e a prática cotidiana de exercícios podem mantê-las sob controle ou mesmo evitar sua manifestação.

É comum que a doença degenerativa seja silenciosa, apresentando sintomas apenas em fases avançadas. Daí a importância de um check up anual, pois exames preventivos podem contribuir para a confirmação de um diagnóstico precoce. Quanto mais cedo este tipo de doença é detectada, melhores são as respostas ao tratamento.

Há doenças degenerativas nas mais diversas áreas do corpo humano, musculares, sistema nervoso, cérebro, ossos e até mesmo algumas doenças degenerativas raras.

Abaixo, listamos 8 das doenças degenerativas mais comuns:

Diabetes – Doença degenerativa que afeta 13 milhões

A diabetes é uma doença degenerativa crônica, silenciosa e mais comum do que muitos imaginam. Estima-se que, no Brasil existam mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o equivalente a 6,9% da população. Grande parte destas pessoas tornaram-se diabéticas em razão de uma vida sedentária, aliada a alimentação com altos teores de açúcar refinado, principalmente na ingestão de bolos, doces e massas.

A diabetes é caracterizada pela dificuldade ou total incapacidade do pâncreas em produzir insulina, hormônio responsável pela regulação da glicose (encontrada em frutas, carboidratos e doces industrializados) no sangue. O nível da glicose torna-se cada vez mais alto (hiperglicemia), podendo, ao logo do tempo e na ausência de tratamento, causar danos em diversos órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

O tratamento, dependendo do tipo de diabetes, envolve a aplicação de insulina injetável e medicamentos específicos via oral para controle da taxa de glicose, reeducação alimentar e atividades físicas. Na maioria dos casos, com o tratamento seguido de forma disciplinada, o diabético consegue ter uma vida longa, saudável e produtiva.

Existem quatro tipos de diabetes:

  • Diabetes tipo 2

Tipo mais comum, surge quando o organismo não consegue fazer a insulina produzida no pâncreas processar a glicose no sangue. Pode ser controlada com dieta específica e exercícios, mas há casos em que o uso de insulina ou outra medicação pode ser necessário.

  • Diabetes tipo 1

Há comprometimento do pâncreas, que passa a produzir pouca ou nenhuma insulina. Em consequência, a glicose não é processada, permanecendo no sangue e aumentando a taxa da glicemia. O tratamento prescreve insulina, planejamento alimentar, exercícios e ocasionalmente medicação auxiliar.

  • Pré-diabetes

Existe elevada taxa de glicose no sangue, mas não o bastante para enquadramento em diabetes 2. Entra-se com medicação específica que reverte o quadro ou evita a evolução.

  • Diabetes gestacional

Surge no terceiro trimestre da gravidez e desaparece após o parto. Algumas mulheres manifestam sintomas, como boca seca e visão turva. O obstetra deve avaliar a possibilidade de receitar insulinas ou medicação. Mulheres que tiveram diabetes gestacional estão mais sujeitas a desenvolverem diabetes tipo 2 em 10 a 20 anos.

Doença degenerativa: Mal de Alzheimer

Doença degenerativa que se manifesta pela perda progressiva de memória e de capacidade de raciocínio lógico, também causando alterações no comportamento e no humor (irritabilidade, agitação, depressão, delírios e alucinações, por exemplo). Acomete pessoas acima de cinquenta anos e pode ser geneticamente transmitida. O tempo de vida é cerca de oito anos.

Os sintomas do Alzheimer surgem de acordo com a evolução da doença degenerativa, iniciando-se com raros esquecimentos e confusões mentais (esquecer-se de compromissos ou confundir datas, por exemplo), depois há perda progressiva dos movimentos do corpo e da fala, que levam ao confinamento no leito e à perda total de memória, de forma que o paciente não reconhece e não se lembra de familiares ou amigos, chegando, por fim, à completa demência.

Não há cura, mas existem tratamentos que aliviam os sintomas e retardam a progressão da doença: prescrições de antidepressivos, anticonvulsivos, ansiolíticos, antipsicóticos, dentre outros. Também são indicados acompanhamento psicológico, fisioterapia e terapia ocupacional.

Artrose

Os reumatismos compreendem um grupo de doenças degenerativas que atacam as articulações. Entre estas doenças está a artrose, também conhecida como osteoartrite. Provoca a degeneração das cartilagens e ossos a elas subjacentes. É mais comum a partir dos 60 anos, mas há casos em que se manifesta mais cedo.

Os sintomas mais conhecidos da Artrose são rigidez e dores nas articulações, que progridem ao longo de anos. Pode ser hereditária ou ter causas em lesões adquiridas nas articulações, principalmente em pessoas que trabalham exercendo intenso e repetitivo esforço físico.

O tratamento da artrose é feito com administração de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e alívio do esforço nas articulações (repouso, uso de bengala e redução de peso, por exemplo). Confira a bula de remédios em nosso site!

Esclerose lateral amiotrófica (ELA)

Também conhecida como doença de Lou Gerhig e doença de Charcot, a esclerose lateral amiotrófica ainda não tem causa determinada. Com um difícil diagnóstico, os principais sintomas compreendem:

  • Fraqueza muscular;
  • Tensionamentos dos músculos (esclerose), inicialmente em somente um lado do corpo (lateral);
  • Atrofia muscular (amiotrófica).

Veja também o conteúdo sobre esclerose múltipla

Esclerose Lateral Amiotrófica torna-se cada vez mais incapacitante à medida em que progride, causando dificuldades de locomoção, fala, deglutição, movimentos, comprometendo toda a musculatura do corpo, inclusive respiratória, nos estágios mais avançados.

No entanto, a capacidade intelectual se mantém inalterada. Curiosamente, os portadores (via de regra) não desenvolvem depressão e se mostram sociáveis e afáveis. O tratamento é complexo, devendo preferencialmente constituir de uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde (médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista e por vezes um enfermeiro,).

Mal de Parkinson

Mau de parkinson é doença degenerativa
Doença degenerativa – Mau de Parkinson

O mal de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta a capacidade de o cérebro controlar os movimentos do corpo porque destrói progressivamente os neurônios responsáveis por esta função (desde os movimentos mais simples, como abrir e fechar as mãos).

A doença não possui causa definida e seus sintomas só se manifestam após cerca de 80% dos neurônios terem sido destruídos. No entanto, existem alguns aspectos recorrentes nos portadores:



  • Histórico familiar
  • Maior incidência em homens
  • Idade avançada (a partir de 60 anos)
  • Casos de trauma no crânio
  • Contato com agrotóxicos

Os sintomas do mal de parkinson compreendem tremores (no início discretos e restritos aos dedos e mãos; com a progressão da doença torna-se generalizado), fraqueza muscular, cansaço, rigidez dos músculos, incontinência urinária, depressão, demência, ansiedade, alterações do sono.

Não há cura para o Parkinson, mas os tratamentos medicamentosos disponíveis são bastante eficazes no alívio e contenção dos sintomas, propiciando significativa melhora na qualidade de vida. A prática de exercícios físicos também é indicada como auxiliar no retardamento da perda do controle muscular.

Tire suas dúvidas sobre doenças degenerativas e mal de parkinson com este vídeo do Neurocirurgião Eduardo do Hospital São Camilo:

Glaucoma

O glaucoma é uma doença degenerativa considerada como uma das principais causas de cegueira, mas o diagnóstico pode ser confirmado precocemente. A doença atinge o nervo óptico (responsável por conduzir informações visuais até o cérebro), em virtude do aumento da pressão intraocular.

O Glaucoma não tem cura, mas os tratamentos que utilizam colírios ou intervenções cirúrgicas vem conseguindo êxito em conter a evolução da doença. Também, não manifesta sintomas, (algumas pessoas queixam-se de fortes e constantes dores de cabeça quando em estágios mais avançado), daí a importância de exames oftalmológicos preventivos frequentes.

Hipertensão é doença degenerativa comum no Brasil

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Doença degenerativa – Hipertensão

Uma das mais comuns entre as doenças degenerativas, a hipertensão (popularmente conhecida como “pressão alta”) corresponde ao aumento da pressão arterial em valor superior a 14/9.

O aumento da pressão arterial geralmente ocorre em função do estreitamento dos vasos sanguíneos e pode afetar o funcionamento do coração, rins e cérebro. A hipertensão é a maior causa do AVC – Acidente Vascular Cerebral.

Parte significativa dos casos de hipertensão ocorrem por herança genética, mas existem fatores que podem contribuir com o aumento da pressão arterial: sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e de sal em excesso. Esta doença degenerativa costuma ser silenciosa, mas em alguns casos pode ocorrer dores de cabeça, enjoos, tonturas, visão turva e dor no peito.

O tratamento da hipertensão envolve uso contínuo de medicação específica para controle da pressão arterial, dieta com restrição de sal, prática constante de exercícios e abstinência de cigarros e bebidas alcóolicas. Assim como o diabético, é possível ter uma vida longa e saudável, caso o hipertenso siga o tratamento corretamente.

Osteoporose

Doença degenerativa incurável e comum em idosos, a osteoporose enfraquece a densidade óssea, aumentando consideravelmente o risco de fraturas por queda. Nas mulheres (atingidas em maior número), a perda de densidade nos ossos acontece devido à redução dos níveis de estrogênio na menopausa.

Existem doenças (problemas renais, anorexia, hipertiroidismo e alcoolismo, por exemplo) que têm a osteoporose como sintomas. Ainda, alguns tratamentos também podem levar à osteoporose como efeito colateral, é o caso da quimioterapia ou uso de anticonvulsivos. Vale lembrar que, sedentarismo e tabagismo, constituem fatores de risco.

A osteoporose é uma doença silenciosa e de evolução lenta. Excetuando os exames preventivos, a identificação só é possível após as primeiras fraturas, que são acompanhadas de dores intensas. Com o tempo e ausência de cuidados, pode-se observar deformidades físicas. É possível prevenir a doença com uma dieta rica em cálcio e rotina de exercícios físicos.

O tratamento consiste no fortalecimento da massa óssea com prescrição contínua de medicamentos, ingestão de cálcio na alimentação e atividades físicas.

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