Ácido Mefenâmico

Uma das doenças mais comum em mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos é a artrite reumatoide. Essa patologia não é só responsável pelos danos nas juntas, mas o estado de inflamação instaurado por meio do problema eleva o risco de entupimento nas artérias, o que é capaz de causar infartos e AVCs.

O ácido mefenâmico é um fármaco recomendado para o alívio dos sintomas de artrite reumatoide e outras situações que envolvam a dor, ele pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE).

Este artigo explicará o que é ácido mefenâmico, indicações, como funciona, contraindicações, precauções, como usar, superdosagem e efeitos colaterais.

O que é o medicamento ácido mefenâmico

O ácido mefenâmico é um medicamento indicado para tratar osteoartrite, artrite, dor menstrual, entre outros problemas.

Este fármaco pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides. Também pode ser recomendado como uma droga antipirética. Normalmente é prescrito para o uso oral.

ácido mefenâmico

Ácido mefenâmico somente deve ser tomado após avaliação e indicação médica, pois ele é capaz de provocar efeitos adversos como dores no abdômen, diarreia, ânsia de vômito, vômitos, constipação, flatulência, ulcera gástrica e hepatite.

Indicações do uso do ácido mefenâmico

Geralmente o ácido mefenâmico é indicado para os casos de:

  • Artrite reumatoide;
  • Osteoartrite;
  • Dor traumática, muscular, dentária, pós-operatória, na cabeça e pós-parto;
  • Cólica menstrual;
  • Menorragia;
  • Síndrome pré-menstrual.

Como funciona o medicamaento

O ácido mefenâmico reduz a inflamação e contrações uterinas por um processo que ainda não foi conhecido. Contudo, existe a crença que ele esteja associado com a coibição da síntese das prostaglandinas.

O metabolismo hepático atua com uma função importante na remoção do ácido mefenâmico. Por isso, os indivíduos com deficiências hepáticas precisam ter a dosagem mais reduzida. A deficiência renal também é capaz de provocar uma concentração da substância e dos seus metabolitos no sistema excretor.

Ácido mefenâmico é responsável por deslocar a varfarina dos sítios de ligação à proteína, sendo possível elevar a resposta a anticoagulantes orais. Por esse fato, o uso associado de ácido mefenâmico com fármacos anticoagulantes exigem acompanhamento constante do tempo de protrombina.

Os anti-inflamatórios não esteroidais incluindo o ácido mefenâmico, são capazes de modificar a hemostasia. A administração relacionada com heparina de baixo peso molecular pode elevar a possibilidade de ocorrer sangramento.

A utilização junto de inibidores seletivos da recaptação de serotonina e antiinflamatórios não esteroidais tem sido relacionado ao elevado risco de sangramento.

Anti-inflamatórios não esteroidais, como o ácido mefenâmico, geram um aumento do nível plasmático de lítio e uma diminuição no seu clearence renal, portanto, quando o ácido mefenâmico e o lítio são usados juntos, os indivíduos precisam ser avaliados com cuidado para identificar possíveis sintomas de intoxicação por lítio.

Contraindicações do ácido mefenâmico

Devido o ácido mefenâmico poder apresentar problemas em determinados casos, ele pode ser contraindicado para:

  • Pessoas que já tiveram hipersensibilidade ao ácido mefenâmico ou a qualquer uma das composições usadas para produzir o medicamento;
  • Indivíduos com alergia ao ácido acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides indicado pelo surgimento, depois da administração dessas substâncias, de: broncoespasmo, rinite, alérgica ou lesões avermelhadas na pele, com, por exemplo, coceira;
  • Paciente com úlcera ativa ou inflamação crônica do trato gastrintestinal;
  • Pessoas com dor devido a cirurgia de revascularização do miocárdio;
  • Indivíduos que tenham insuficiência do fígado, rins ou coração;
  • Crianças menores de 14 anos.

Precauções de uso

Antes de usar o ácido mefenâmico é importante se atentar as suas precauções, algumas delas são:

  • Este fármaco pode causar o efeito colateral que é tornar a visão turva, por isso o indivíduo que estiver usando-o somente deve dirigir ou operar máquinas caso isso não ocorra;
  • O ácido mefenâmico é capaz de provocar o surgimento de hipertensão ou piora da hipertensão já existente, devido a isso o médico deve ser avisado caso o paciente tenha esse problema;
  • Caso o indivíduo possua alguma doença, deverá informar ao médico antes de iniciar o tratamento com ácido mefenâmico;
  • Sempre o médico deve ser avisado de todos os remédio que o paciente esteja tomando quando for prescrever um novo medicamento. O médico irá analisar se os fármacos poderão reagir entre eles modificando a sua ação;
  • Essa medicação não pode ser usada por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista;
  • O tratamento em crianças acima de 14 anos de idade não deve se estender por mais de 7 dias;
  • Nenhum medicamento deve ser utilizado sem o conhecimento médico, devido os possíveis perigos a saúde;
  • O ácido mefenâmico deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC) e protegido da luz e umidade;
  • Nenhum remédio deve ser usado fora do seu prazo de validade. O número do lote, data de fabricação e validade são informados na embalagem do medicamento;
  • O fármaco deve ser guardado em sua embalagem original.

Como usar o ácido mefenâmico

O ácido mefenâmico pode ser usado no período das refeições e não deve ser tomado junto com bebidas alcoólicas.

Para dor leve e moderada em caso de artrite, reumatoide e osteoartrite, no caso de pacientes adultos e pediátricos acima de 14 anos de idade, é recomendado o uso de 1 comprimido com 500 mg, sendo usado três vezes ao dia.

Em caso de dismenorreia, menorragia e síndrome pré-menstrual, é orientada a ingestão de 1 comprimido com 500 mg, sendo administrado três vezes ao dia, usado no começo da menstruação e dos sinas e continuada conforme indicação médica.

A recomendação do médico deve ser seguida, cumprindo sempre os horários, a dosagem e o tempo do tratamento.

O tratamento com ácido mefenâmico jamais deve ser suspendido sem o consentimento médico.

Em caso de esquecimento no horário acordado pelo médico, o remédio deve ser tomado assim que lembrar. No entanto, se estiver próximo ao horário de consumir a dose seguinte, a dosagem esquecida deve ser pulada e tomada a próxima. Nunca deve ser ingerida duas doses de uma vez para compensar uma esquecida.

O esquecimento da dosagem correta é capaz de prejudicar o resultado do tratamento.

Se houve dúvidas sobre o ácido mefenâmico, o farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista poderão ser procurados para maiores esclarecimentos.

Superdosagem: o que fazer?

Há relatos de efeitos adversos devido a superdosagem do ácido mefenâmico como convulsões, coma, alteração aguda na função dos rins, vertigem, confusão mental e alucinações.

A superdosagem causou morte em alguns casos.

Se ocorrer a ingestão de uma alta quantidade de ácido mefenâmico, o socorro médico deverá ser procurado rapidamente socorro, se possível a embalagem ou bula do ácido deve ser levada.

Efeitos colaterais do ácido

O ácido mefenâmico é capaz de gerar efeitos adversos, os mais frequentes são:

  • Dor abdominal;
  • Ânsia de vômito;
  • Diarreia;
  • Perda do apetite;
  • Cor amarelada na pele;
  • Colite;
  • Enterocolite;
  • Constipação;
  • Flatulência;
  • Ulceração gástrica com ou sem sangramento;
  • Destruição de células do fígado;
  • Inflamação do fígado;
  • Síndrome hepatorrenal;
  • Sensação de queimação no esôfago;
  • Pancreatite;

Em menores casos é possível surgir reações colaterais como a redução da quantidade de eosinófilos, granulócitos e leucócitos, anemia, diminuição de todas as células sanguíneas, púrpura trombocitopênica, inibição da agregação plaquetária, crises de asma, falta de ar, elevação da glicose sanguínea em diabéticos, hiponatremia, retenção de líquidos, irritação ocular, visão turva, dor de ouvido, tontura, sonolência, insônia, dor de cabeça, nervosismo, convulsões, meningite asséptica, alteração do ritmo do coração e edema.

Em crianças é possível ocorrer hipotermia, ou seja, a diminuição da temperatura do corpo. Há informações que o tratamento com ácido mefenâmico por mais de 12 meses e relato de anemia, mostram que esta é reversível na suspensão do tratamento.

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