Cirurgia de amígdalas: Como funciona, preços, pós operatório e mais

A cirurgia de amígdalas é a cirurgia de garganta mais realizada em crianças, já que, nessa faixa etária o organismo não possui uma proteção evoluída.

Considerado um procedimento “simples”, a cirurgia de amígdalas só deve ser realizada após uma análise minuciosa de cada caso.

Neste artigo, você encontrará respostas para perguntas, como: “Cirurgia de amígdalas emagrece?”, “Quais riscos da cirurgia de amígdalas?”, “Quais consequências da cirurgia de amígdalas?”, “Cirurgia de amígdalas é perigosa?”, entre outras. Leia com atenção e saiba tudo sobre cirurgia de amígdalas.

Quando é necessária a cirurgia de amígdalas

Pessoas que, com frequência, sofrem com dores de garganta podem ser aconselhadas, após exames, a retirarem as amígdalas.

Como é feita a cirurgia de amígdalas

Após exames que apontem a cirurgia de amígdalas como trivial, o médico responsável, isto é, o otorrinolaringologista agenda o procedimento. Como já dito, a cirurgia de amígdalas é considerada uma cirurgia simples e de célere recuperação.

Sobre a cirurgia da amígdala em si, ela pode ser realizada de duas formas: convencional ou a laser.

Convencional

Por mais que a cirurgia de amígdalas a laser tenha ganhado força, o modo convencional ainda é o mais realizado.

Nesse processo, são usados instrumentos de metal e as amígdalas são removidas por inteiro, isto é, inclui as suas “cápsulas”, o que acaba expondo a musculatura que era “protegida” por ela.

Por isso, pacientes que são submetidos a esse procedimento sofrem com certo desconforto.

Laser

cirurgia de amígdalas a laser
Procedimento a laser para cirurgia de amígdalas

Mais sofisticado (e quase indolor), o procedimento da retirada das amígdalas tem sido buscado por pacientes e médicos que procuram uma recuperação mais rápida e confortável.

Não é necessária a aplicação de anestesia geral, e sim local.

Diferentemente do que acontece no modelo “convencional’, a amígdala não é retirada por completo, e sim reduzida até a eliminação das criptas, buracos que costumam acumular alimentos e, consequentemente, acarretar nas inflamações.

Com essa redução, a recuperação da cirurgia da amígdala é mais célere, já que a musculatura do local não fica exposta, o que também faz com que o processo seja mais ameno, quase indolor.

Entretanto, como as amígdalas não são retiradas por inteiro, esse tipo de processo pode requerer “ajustes”, isto é, o paciente pode vir a apresentar dores na garganta, com menor frequência e dor. Mas vale ressaltar que o número dessa incidência é baixíssimo.

Como é o pré-operatório da cirurgia de amígdalas

Após exames realizados pelo médico e consenso com o paciente, não há muita preparação para tal cirurgia.

O principal é que o paciente esteja em jejum. Por isso, a cirurgia de amígdalas costuma ser realizada no período da manhã.

Como é o pós-operatório da cirurgia de amígdalas

O paciente deve permanecer, no mínimo, 8 horas no hospital ou clínica responsável pela cirurgia, já que esse é o tempo necessário para que o efeito da anestesia acabe e para que o médico possa dar um parecer e possível alta.

Como o procedimento é feito, na maioria das vezes, pela manhã, é comum o paciente “pernoitar” no hospital.

Após o recebimento da alta, o paciente é orientado a não realizar esforços físicos e controlar os alimentos ingeridos, já que além de serem recomendados alimentos líquidos e/ou pastosos, há categorias de alimentos que não são indicadas (frituras, temperos e gorduras), já que a garganta está “sensível”.

Quais os riscos da cirurgia de amígdalas

Por mais que seja difundida como simples, a cirurgia de amígdalas não deixa de ser um processo cirúrgico, ou seja, requer cuidados e envolve, mesmo que pequenos, riscos.

Para que fique mais fácil, os principais riscos serão explicados um a um, assim como as formas de evita-los:

Dor

Dor não é um risco em si, mas algo que gera desconforto e que acomete a maioria dos pacientes.

A principal – se não a única – dor é que aparece na hora de engolir, também conhecida como odinofagia.

A questão está no fato de não ser possível proibir uma pessoa de engolir, mesmo que seja a própria saliva. Afinal, se uma pessoa quebra um braço ou perna, basta que ela fique em repouso, ato impossível em se tratando da garganta.

Para que a recuperação seja mais rápida e com pouca dor, o médico pode recomendar o uso de analgésicos.

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Desidratação

Esse risco pode ser algo relacionado ao que foi dito anteriormente, isto é, o fato da recuperação da cirurgia de amígdalas ser doloroso, principalmente no ato de ingestão de alimentos e/ou líquidos.

Com isso, o recém-operado tende a evitar líquidos, o que, consequentemente, pode levar a um quadro de desidratação.

Por isso, dores de cabeça, sonolência e fadiga podem sinalizar uma desidratação em estágio avançado.

Uma dica é que seja feita a ingestão de líquido em menor quantidade, o que requer menos “esforço” à garganta.

Febre

Como a cirurgia da amígdala é uma “invasão” ao organismo, o surgimento de febre não é algo para se assustar, já que é uma resposta “natural” do corpo.

Porém, caso a febre seja alta, é necessário tomar cuidado, já que ela pode ser sinal de uma infecção.

Cirurgia de amígdalas diminui a imunidade

Ao contrário do que se é difundido por muitas pessoas há muitos anos, não há quaisquer comprovações que a retirada de amígdalas diminua a imunidade do organismo.

baixa imunidade cirurgia de amígdalas
Baixa imunidade não é consequência da cirurgia de amígdalas

O que acontece é que as amígdalas compõem o nosso sistema de defesa, mas podem ser substituídas.

Isso ocorre porque, ao se retirar as amígdalas, outras partes do sistema imunológico “assumem” o papel delas.

Por isso, caso você esteja lendo este artigo e tenha essa dúvida, não se preocupe: diminuir a imunidade do corpo ao tirar as amígdalas é mito!

Quanto custa a cirurgia de amígdalas

Essa é uma questão que pode ser aproximada, mas não assertiva, já que não há uma tabela que seja seguida à risca.

A variação de preço fica, em média, entre 3 e 6 mil reais.

Essa diferença “considerável” de preço se deve ao fato de alguns fatores serem determinantes, como: em qual hospital será feita a cirurgia, qual será o profissional responsável pela cirurgia, tempo de permanência do paciente no hospital, entre outras.

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