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Doença de Peyronie – O que é a doença e causas.

Quando se trata de doença no órgão genital feminino ou masculino, existe sempre um preconceito ou timidez para discutir sobre o assunto. Essas situações podem fazer com que o paciente demore em procurar um médico, o que pode resultar no agravamento da patologia do mesmo.

Toda anormalidade notada no corpo, logo que é percebida deve ser procurado o profissional médico responsável, dessa forma o diagnóstico pode ser feito e iniciado o tratamento com maior rapidez para obter os melhores resultados.

Algumas doenças acometem com mais periodicidade homens de idade avançada, podendo existir também certas situações com surgimento em jovens, como no caso da doença de Peyronie, onde os pacientes portadores devido a um determinado fator possuem inclinação anormal do pênis, o que pode acarreta vários incômodos.

Este artigo abordará o que é a doença de Peyronie, suas causas, fatores de risco, sintomas, diagnóstico, formas de tratamento e recomendações.

Saiba mais sobre a doença de Peyronie e esclareça suas dúvidas sobre o assunto.

O que é doença de Peyronie

A doença de Peyronie é uma disfunção acometida ao pênis, onde ocorre a formação de uma placa de fibrose no tecido elástico que abrange os corpos cavernosos, causando o desenvolvimento de uma curvatura anormal no órgão sexual masculino, o que provoca dificuldades na ereção e penetração durante o ato sexual.

doença de peyronie o que é
A doença de peyronie atinge 40% dos homens, porém não leva a outros problemas físicos ou deteriora a sua saúde

A inclinação peniana somente é notada a partir do momento que o mesmo fica ereto, de modo que em seu estado flácido a fibrose somente será percebida se tocada, onde serão sentido uns nódulos.

Geralmente a patologia tem o seu aparecimento em homem após os 50 anos, porém com menos frequência pode manifesta-se nos mais novos.

Alguns jovens chegam a desenvolver uma alteração na inclinação do pênis, conhecida como pênis curvo congênito, gerada devido à desigualdade entre o comprimento dos corpos cavernosos e o tamanho menor da uretra, necessitando de tratamento futuro apenas no caso do indivíduo ter sua relação sexual afetada.

Devido à variação de apresentação e desenvolvimento da patologia, alguns profissionais indicam que a doença de Peyronie possui divisão de dois tipos diferentes: primeiro os casos que a fibrose é discreta e curvatura mínima, e segundo aqueles com evolução das placas calcificadas, resultando em deformidade intensa da estrutura peniana.

Causas da doença de Peyronie

As causas da doença de Peyronie ainda não são bem definidas, existindo muitas dúvidas e mistérios envolvendo o assunto.

Especialistas na área sugerem que pequenos traumatismos decorrentes da relação sexual ou também durante a prática de esporte, podem levar ao surgimento de uma inflamação peniana, o que irá gerar cicatrizes que prejudicam a ereção.

Existe a sugestão que essa patologia pode está relacionada com doenças reumatológicas, doença de Paget, diabetes e utilização dos betabloqueadores que ajudam no controle da hipertensão arterial.

Apesar de surgirem casos onde o indivíduo possui parentes que apresentaram a mesma patologia, ainda não existe estudos que comprovem a doença de Peyronie com sua causa na forma hereditária.

Fatores de risco

Assim como nas causas, os fatores de riscos também não são totalmente conhecidos. Estudos apontam que existem algumas associações que podem desencadear a doença.

Abaixo seguem alguns fatores de risco que podem resultar no desenvolvimento da patologia:

  • Idade: a doença tem seus casos mais recorrentes em homens, principalmente os de idade mais elevada com ereções fracas, onde realizam as relações sexuais constantemente;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Casos de disfunção erétil;
  • Homens com diabetes;
  • Dislipidemia;
  • Presença de histórico familiar;
  • Distúrbios psicológicos;
  • Contratura nas mãos ou pés;
  • Diabetes;
  • Doenças vasculares.

Sintomas da doença de Peyronie 

A doença de Peyronie pode apresentar duas fases: aguda e crônica. No entanto, nem todos os portadores possuem as fases de forma tão perceptível.

Na primeira fase aguda, apresenta um processo inflamatório que causa a dor no pênis, inclinação peniana e surgimento de nódulos.

Na segunda fase crônica, aparece uma calcificação da placa estável e curvatura do pênis. A perda da capacidade erétil é relacionada a essa fase.

No geral os sintomas podem ocorrer através de:

  • Dor peniana durante a ereção;
  • Curvatura anormal do pênis, podendo ser direcionado para baixo, para cima ou para um dos lados;
  • Presença de nódulo que pode ser sentido ou não;
  • Dificuldade durante a penetração;
  • Podem existir sintomas depressivos, como irritação, tristeza, ausência do desejo sexual, devido a alteração do pênis.

Diagnóstico doença de Peyronie 

O paciente deve procurar um médico o quanto antes para receber o tratamento adequando a sua situação e poder obter os melhores resultados.

O diagnóstico é simples e normalmente clínico, sua realização ocorre pelo profissional urologista através da consulta, onde ele irá apalpar e verificar o órgão sexual, em algumas situações dependendo da necessidade poderá haver a realização de alguns exames.

Em certos casos o diagnóstico é auxiliado por meio da realização de uma radiografia ou ultrassonografia, assim é possível verificar com maior precisão a presença da placa de fibrose.

As radiografias conseguem identificar as calcificações em cerca de 20% dos pacientes. Essas calcificações demonstram que a patologia está avançada, sendo, portanto, possível uma indicação para cirurgia.

A verificação da função erétil por injeções intracorporal é utilizada quando o diagnóstico não é claro ou se existe uma doença comórbida.

A injeção intracorporal vasodilatador em certos casos é usada para analisar a capacidade do paciente e alteração erétil da extensão peniana.

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Formas de tratamentos

Em determinadas situações não é necessário o tratamento para a doença de Peyronie, pois existe a possibilidade das placas de fibrose sumirem naturalmente, geralmente ao final de alguns meses.

Outras situações sem prescrição para tratamento é quando a alteração é mínima, não havendo prejuízo ou incômodo para a vida do indivíduo.

Nos casos onde a patologia possui consequências extensas e persistentes, gerando prejuízos ao homem, pode ser solicitado pelo médico a aplicação de algumas medicações por meio de injeções, podendo ser: Potaba, Colchicina ou Betametasona, elas auxiliaram no tratamento.

Além de injeções, o tratamento pode ser feito por meio de medicamentos orais, recomendados para o início da doença, onde o paciente apresenta dor e alteração da inclinação peniana, ou o tratamento através de procedimentos cirúrgicos.

Dentre os medicamentos orais podem ser indicados: colchicina, Verapamil, anti-inflamatórios, entre outros, pois minimizam os sinais da patologia, porém dificilmente alteram o desenvolvimento da doença.

A vitamina E em pomada ou comprimidos pode ser usada quando os sintomas são iniciais, sendo de até 1 ano, de modo que ela auxiliará na destruição das placas de fibrose.

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Pomadas de vitamina E podem ser aplicadas para diminuir os efeitos da doença de peyronie, mas apenas na fase inicial dos sintomas

O procedimento cirúrgico é indicado para os homens que possuem a doença em um nível mais graves, pelo fato de retirar todas as placas de fibrose, além de realizar a correção da curvatura peniana. A anestesia pode ser geral, bloqueio peridural ou raquidiano.

O tratamento cirúrgico envolver dois métodos: o primeiro para compensar a inclinação, sendo seu ponto negativo a probabilidade de modificar o comprimento do pênis para menor. O segundo é feito um corte na forma de H para liberar a placa, colocando um preenchimento na área da lesão.

Recomendações

  • Em casos de anormalidade procurar sempre o médico, mesmo que não haja uma doença grave, apenas o profissional médico poderá fazer o diagnóstico correto;
  • Não se desespere com a alteração peniana causada pela doença de Peyronie, caso não ocorra prejuízo na sua vida e na relação sexual. Para os casos leves não há indicação de tratamento clínico ou procedimento cirúrgico;
  • Busque se tranquilizar e controlar a ansiedade. O fator psicológico pode estar totalmente associado a perda da capacidade erétil;
  • O uso de equipamentos para aumentar o tamanho do pênis, poderá prejudicar ainda mais o trauma gerado pela formação da placa e agravar a doença;
  • A doença de Peyronie não é maligna, até para os casos onde não é possível o tratamento, a patologia não causará mal a saúde do portador.

Espero que este artigo sobre a doença de Peyronie tenha lhe ajudado e esclarecido as suas dúvidas e curiosidades, se gostou deixe um comentário com sua opinião sobre o assunto!

 

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