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Doenças Cerebrais

As doenças cerebrais assustam pela sua complexidade, pela falta de cura e por afetar tanto o paciente quanto os seus familiares, que precisam lidar com a situação.

Uma doença do cérebro pode ser de origem genética, traumática, relacionada à outra doença — diabetes, hipertensão arterial —, mas quase sempre está ligada ao envelhecimento.

Alzheimer, Parkinson e Esclerose Múltipla estão na lista das principais doenças cerebrais que mais acometem a população, levando seus pacientes à demência — alterações no raciocínio e na memória, dificuldade de concentração, aprendizado e habilidades visuoespaciais, e desorientação.

No conteúdo abaixo vamos apresentar 8 doenças cerebrais mais comuns.

1. Alzheimer

A doença cerebral Alzheimer (mal de Alzheimer) afeta mais de 1,3 milhão de pessoas, segundo o Instituto Alzheimer Brasil. A doença ocorre na terceira idade e é caracterizada pela perda de funções cognitivas, como dificuldades de aprendizado, concentração, discernimento e perda de memória, muito embora a perda de memória e problemas comportamentais também são atribuídos ao envelhecimento.

As causas para a doença de Alzheimer são desconhecidas, mas médicos acreditam que essa doença cerebral seja de ordem genética. Os medicamentos não curam o Alzheimer (não há cura), mas podem retardar o progresso e controlar confusões, como os neurolépticos atípicos e anticolinesterásicos.

2. Parkinson

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa e progressiva em que há falta de dopamina no cérebro, ocasionado pela perda de neurônios do sistema nervoso central (SNC). O paciente sofre movimentos involuntários, lentidão, tremor mesmo em repouso, rigidez e instabilidade postural. Em casos mais avançados, o portador de Parkinson pode ter tendência a babar, dificuldade de engolir e falta de expressão no rosto.

Os médicos acreditam que as causas para o Mal de Parkinson estejam relacionadas com fatores genéticos ou ambientais (exposição a toxinas, como herbicidas), embora este seja raro, provocando o desgaste das células que produzem a dopamina.

O tratamento da doença cerebral Parkinson visa controlar os sintomas e oferecer melhor qualidade de vida. Terapias, fisioterapia e medicamentos como levodopa ou anticolinérgicos.

Parkinson X parkinsonismo

Embora nomes semelhantes, é válido saber que parkinsonismo é um conjunto de sintomas parecidos com o da doença de Parkinson, mas que pode ter outras causas também. 75% dos casos, entretanto, apontam para o Parkinson a forma mais frequente do parkinsonismo. O parkinsonismo pode ser classificado como primário, secundário e atípico (chamado também de parkinsonismo plus).

3. Esclerose Múltipla

Esclerose Múltipla é outra doença do cérebro neurodegenerativa em que as células do sistema imunológico atacam e destroem a mielina, membrana que cobre os neurônios. Os sintomas mais comuns incluem fadiga, visão turva, fraqueza muscular, perda de equilíbrio, incontinência urinária, dificuldades cognitivas, tremores, espasmos, podendo levar a perda de lucidez.

As causas mais prováveis para a esclerose múltipla são fatores genéticos, um vírus (varicela-zoster, mas é apenas uma hipótese, sem comprovação médica) ou até falta de sol nos primeiros anos de vida. O tratamento com proteínas (acetato de glatirâmer, interferon e fingolimode, para citar alguns) ajuda a controlar os sintomas e a reduzir o progresso da doença cerebral.

4. Huntington

Huntington — Mal de Huntington ou Coreia de Huntignton — é uma das doenças cerebrais rara e hereditária que provoca movimentos involuntários, bruscos e rápidos, perda de funções cognitivas e desequilíbrio emocional.

A causa está ligada a deficiência de um gene do cromossomo 4, que faz com que uma parte do DNA (chamada de sequência CAG) ocorra mais vezes do que o necessário, provocando os movimentos involuntários.

O tratamento inclui medicamentos que apenas auxiliam nos movimentos e reduzem os transtornos psicológicos, como antipsicóticos, tetrabenazine e estabilizadores de humor. A terapia de discurso e física podem contribuir para reforçar os músculos da fala e melhorar as habilidades motoras.

5. Epilepsia

Epilepsia não é exatamente uma doença cerebral, mas uma alteração no cérebro causada por traumatismo, meningite, excesso de álcool, drogas ou neurocisticercose (“ovos de solitária” na região cerebral).

Os sintomas incluem convulsões, crises de “desligamentos” do meio em que vive, com olhar fixo e perda de contato com o mundo. O tratamento com medicamentos é indicado para pacientes com ataques epilépticos mais graves, fazendo uso de rivotril ou hidantal.

6. Esquizofrenia

Esquizofrenia é uma doença do cérebro que altera as funções cerebrais fazendo o portador ter comportamento fora do normal, mau julgamento da realidade, pensamentos desorganizados, delírios e alucinações.

A esquizofrenia é causada por alterações nos neurotransmissores, forte estresse, substâncias químicas como dopamina e glutamato, mas não há indícios de que fatores psicológicos possam desencadear em um transtorno psiquiátrico como a esquizofrenia.

O tratamento dura por toda a vida, mesmo que os sintomas desapareçam. O médico pode receitar antipsicóticos e também terapia comportamental e psicossocial.

7. Acidente Vascular Cerebral

Conhecida como derrame cerebral, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há entupimento (isquêmico) ou rompimento dos vasos sanguíneos (hemorrágico) que irrigam o cérebro. Os sinais de que a pessoa pode estar sofrendo um AVC podem incluir dificuldade motora em um dos lados do corpo, dificuldade na fala, dor de cabeça intensa, déficit visual e formigamento no rosto, perna ou braço de um lado só.

Pressão alta, fibrilação atrial, tabagismo, álcool excessivo, obesidade e colesterol alto estão entre os fatores de risco para um AVC.

Quem já sofreu um Acidente Vascular Cerebral precisa de acompanhamento médico para uma boa recuperação, já que os danos causados pelo derrame podem comprometer as atividades cotidianas. Os medicamentos, como a sinvastatina, servem para evitar complicações.

8. Agnosia Visual

Agnosia visual é uma doença cerebral caracterizada pela perda de percepção e reconhecimento de pessoas, objetos e sons. A causa mais comum está relacionada a doenças neurológicas (AVC, por exemplo) e ao forte estresse, que potencializa os sintomas.

Os sintomas variam de acordo com a região do cérebro afetada, podendo levar ao não reconhecimento de pessoas, sons — mesmo que possa ouvi-los —, locais ou objetos, confundindo círculo com quadrado, banana com maçã ou colher com lápis.

Não há tratamento específico para a agnosia visual, mas o portador da doença cerebral pode ser beneficiado com terapia ocupacional e da fala, como forma de aprender a lidar com as próprias deficiências.

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depressão

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