Fibrilação Atrial: guia completo sobre a doença cardíaca

A fibrilação atrial é conhecida pelo ritmo acelerado e irregular dos átrios do coração, sendo um subtipo mais comum (e grave) de arritmia cardíaca e uma das maiores causas de morte no mundo.

Estima-se que 2,5% da população mundial sofra com fibrilação atrial, principalmente com a consequência deste mal que é o AVC, popularmente chamado de derrame. O avanço da idade e as doenças cardiovasculares contribuem como fatores de risco para esse subtipo de arritmia.

A fibrilação é classificada em 3 tipos:

  • Paroxística – Fibrilação que dura por pouco tempo, às vezes, alguns dias.
  • Persistente – É o tipo de fibrilação atrial que só é interrompida se o paciente receber tratamento.
  • Permanente – O tipo que aparece em todos os momentos, e não há tratamento para reverter o quadro.

Neste conteúdo vamos falar sobre a fibrilação atrial, as causas mais comuns, sintomas e tratamentos.

O que é fibrilação atrial?

Fibrilação atrial é um subtipo de arritmia cardíaca que faz com que os átrios recebam mais impulsos elétricos do que o normal, não contraindo-se de forma ritmada, o que leva os átrios a “fibrilarem”, ou seja, tremularem como se recebessem um choque.

Os músculos dos átrios precisam de descanso entre um impulso elétrico e outro causado pelo nodo sinusal. O que ocorre na fibrilação é que não há descanso entre esses impulsos, já que os átrios recebem ordens simultâneas de contrações. Devido a falta de contrações adequadas do átrio, o sangue não consegue fluir, gerando os chamados coágulos e, conseguintemente, o risco de AVC.

O que é arritmia cardíaca?

Arritmia é o nome que se dá a frequência acelerada, lenta ou irregular do coração. Ou seja, os batimentos cardíacos podem ser classificados como taquicardia (batimentos rápidos), bradicardia (batimentos lentos) ou descompasso (ritmo irregular), e na maioria das vezes, a arritmia é causada por pressão alta, estresse ou exercício pesado.

Causas da fibrilação atrial

As causas mais comuns para alguém sofrer uma fibrilação atrial está relacionada com um infarto, problemas em uma das válvulas do coração ou uma anomalia congênita do órgão.

Fibrilação atrial infarto
Fibrilação atrial pode estar relacionada a infarto

Porém, mesmo quem não tem e nunca teve problema cardiovascular, tem chance de ser acometido pela fibrilação. Para isso, é preciso conhecer os fatores de risco e evitá-los.

Fatores de risco para fibrilação atrial

  • Idade avançada;
  • Hipertensão;
  • Doença cardiovascular;
  • Apneia do sono;
  • Diabetes;
  • Hipertireoidismo;
  • Doenças Pulmonares;
  • Álcool em excesso;
  • Obesidade;
  • Consumo de cafeína;
  • Drogas e certos medicamentos.

A idade, hipertensão e doença coronariana são os fatores de risco mais importantes para o coração “fibrilar”. A doença coronariana pode causar uma isquemia das células geradoras de impulsos elétricos.

Fibrilação atrial e o hipertireoidismo

Distúrbios na tireoide são comumente ligados a doenças cardiovasculares, especialmente a fibrilação atrial. Quem tem hipertireoidismo tem risco maior de sofrer com arritmias por causa da alta frequência do coração, mas a doença pode ser descoberta mais rapidamente devido aos sintomas desta doença da tireoide, tais como nervosismo, irritabilidade, insônia e perda de peso.

Sintomas da fibrilação atrial

Para algumas pessoas, a fibrilação atrial é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas, a menos que a pessoa faça algum exame clínico. Os sintomas mais recorrentes são:

  • Palpitações;
  • Fadiga;
  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Vertigens;
  • Tonturas;
  • Desmaio.

A taquicardia em idosos pode ser perigosa, já que a fibrilação atrial pode produzir mais de 150 batimentos por minuto, levando a pressão baixa e intenso mal estar. Se o idoso já tiver apresentado alguma isquemia cardíaca, é possível que um quadro de angina ou infarto do miocárdio seja a consequência da arritmia.

Diagnóstico da fibrilação atrial

O ritmo cardíaco considerado normal varia entre 60 a 100 batimentos por minuto. O médico poderá escutar os batimentos por meio de um estetoscópio, mas um eletrocardiograma é o mais utilizado para detectar a fibrilação atrial. Outros exames incluem ecocardiograma, raio-X do tórax, exames de sangue e coronariografia.

Tratamento para fibrilação atrial

O tratamento para quem tem fibrilação atrial tem o intuito de impedir a doença e desacelerar o ritmo cardíaco, reverter um quadro de fibrilação e evitar a formação de coágulos. Conheça algumas medidas:

Medicamentos para controlar a frequência cardíaca

Quando a fibrilação atrial tem uma duração mais longa e afeta mais os idosos, os medicamentos podem ser usados para controlar a frequência cardíaca e tentar manter abaixo de 100 batimentos por minuto. Os medicamentos indicados são o propafenona, a digoxina, amiodarona ou verapamil. Pacientes que apresentam fibrilação atrial com alta resposta ventricular podem receber drogas intravenosas como betabloqueadores ou antagonistas dos canais de cálcio.

Cardioversão

Cardioversão é o termo usado para choque elétrico no coração, assim como é feito em casos de parada cardíaca. Também existe a cardioversão por meio de medicamentos antiarrítmicos intravenosa, a fim de reverter uma fibrilação atrial. Não é indicado esse tipo de tratamento para pacientes idosos, e em qualquer caso, existe o risco de coágulo no cérebro no momento em que o átrio se contrai. O indicado é o uso de anticoagulantes por 3 semanas antes da cardioversão.

Anticoagulantes

Os anticoagulantes são receitados para impedir a formação de coágulos no sangue. Dentre eles, estão a apixabana, rivaroxabana e dabigatrana. Antes era frequentemente usada a varfarina, mas além do risco de hemorragia, havia também a necessidade de exame de sangue para controlar o nível sanguíneo. Para idosos, o médico poderá indicar aspirina com o intuito de inibir as plaquetas, já que o risco de hemorragia devido ao anticoagulante é alto.

Fibrilação atrial tem cura?

Sim. O uso de ablação por cateter — que elimina rotas elétricas — pode ser recomendado para curar pacientes com fibrilação atrial. Os cateteres são colocados dentro do coração para corrigir ritmos anormais.

Como prevenir a fibrilação atrial?

A prevenção da fibrilação atrial, bem como outras doenças cardíacas depende de uma rotina mais saudável. Veja quais:

  • Fibrilação atrial e o cigarro
    Cigarro pode piorar os sintomas da fibrilação atrial

    Evitar o cigarro;

  • Não abusar do álcool e da cafeína;
  • Praticar uma atividade física;
  • Manter uma dieta balanceada;
  • Evitar o estresse (remédios caseiros calmantes podem ajudar).

Os medicamentos aqui citados não devem ser tomados sem prescrição médica. Se você tem os sintomas de fibrilação atrial relatados neste conteúdo, procure um médico e siga orientações para um melhor resultado.

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