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Ginecomastia: saiba tudo sobre o aumento de mamas em homens

A ginecomastia é o nome do distúrbio em que há aumento de mamas em homens por excesso de tecido glandular mamário. Muitas vezes, o distúrbio pode atingir as duas mamas e afetar a autoestima masculina.

Quando o inchaço tem relação com acúmulo de gordura, dá-se o nome de lipomastia ou pseudoginecomastia. Além de ser um problema comum e iniciar em qualquer faixa etária, a ginecomastia pode ser provocada por algumas patologias.

Neste conteúdo, você saberá tudo a respeito da ginecomastia e quais as formas de tratamento.

O que é Ginecomastia?

Trata-se de um distúrbio no qual as glândulas mamárias dos homens sofrem inchaço, ocasionando em um crescimento anormal das mamas.

Apesar de sua ocorrência não ter uma faixa etária certa, a ginecomastia acontece mais na puberdade, incidindo em adolescentes entre 14 e 15 anos e diminuindo no final da adolescência. É considerada benigna neste caso. 75% dos jovens tem o distúrbio em ambas as mamas, o que é chamado de ginecomastia bilateral.

Causas da ginecomastia

A principal causa da doença está ligada a problemas hormonais. Em recém-nascidos, ocorre quanto à exposição do bebê ao estrogênio da mãe durante a gestação.

Em adolescentes, é quando o número de testosterona tem o seu aumento tardio em relação ao estrogênio. Em muitos casos, a queda de testosterona pode acometer homens em algumas situações, a saber:

uso de drogas causa da ginecomastia
O uso de drogas pode ser uma das causas mais comuns da ginecomastia
  • Uso de drogas (álcool, drogas psicoativas, heroína, esteroides anabolizantes, remédios para quimioterapia, etc);
  • Insuficiência renal;
  • Hipertireoidismo;
  • Doença hepática;
  • Tumores;
  • Defeitos congênitos;
  • Tratamento com radiação nos testículos.

Pouco comum é o câncer de mama em homens, mas também pode ser causa do aumento da glândula mamária.

Graus de gravidade da ginecomastia

Existem três tipos de ginecomastia que podem determinar a complexidade da cirurgia (quando for necessária):

Grau I

É caracterizado por um aumento de tecido glandular pequeno, semelhante a um “botão” ao redor da aréola. Normalmente, remover é mais fácil.

Grau II

É quando há acúmulo de gordura causado por hipertrofia das glândulas mamárias.

Grau III

Excesso de tecido mamário e de gordura, estando bastante difusa e com necessidade de uma incisão maior.

As mulheres podem ter a Ginecomastia?

Sim. No caso das mulheres, além da hipertrofia mamária ocorrer nos três graus citados, existe um quarto grau chamado de gigantomastia, um distúrbio raro e que só ocorre em mulheres. As causas estão ligadas a:

  • Diabetes;
  • Gravidez;
  • Menopausa;
  • Excesso de peso;
  • Distúrbios glandulares;
  • Hereditariedade.

A gigantomastia leva muitas mulheres a centros cirúrgicos para reduzir o volume excessivo das mamas, uma vez que o aumento anormal pode causar problemas na coluna, má postura e dificuldades em movimentar-se.

Sintomas da ginecomastia

Os sintomas clássicos da ginecomastia incluem o aumento e dor nas mamas, mas alguns pacientes podem experimentar:

  • Coceiras;
  • Sensibilidade nas mamas;
  • Fluxo de leite (galactorreia);
  • Acúmulo de gordura na região.

Quando o problema afeta a autoestima do paciente, o ideal é apenas a cirurgia para reverter o quadro, já que os medicamentos apenas aliviam a dor.

Tratamentos e remédios para Ginecomastia

A ginecomastia, em alguns casos, pode desaparecer com o tempo, principalmente se ocorrer na adolescência. Manifestações espontâneas geralmente regridem de 3 a 18 meses após o aumento da glândula mamária.

É recomendado a perda de peso e exercícios que visam fortalecer o peitoral e, assim, evitar a flacidez. Outros métodos de tratamento consistem em:

  • Cirurgias

Lipoaspiração, remoção cirúrgica e mamoplastia estão entre as cirurgias para a ginecomastia. Veremos mais sobre o assunto ainda neste artigo.

  • Medicamentos (Tamoxifeno ou Nolvadex)

Dosagens de 10 a 40 mg/dia até o máximo de 6 meses. Existe um risco apontado por estudos de que o uso a longo prazo desses medicamentos causaria câncer de fígado, e câncer de útero em mulheres.

Grupos e fatores de riscos

Ainda que seja um problema comum em mais de 30% dos homens, existem alguns fatores de risco para a ginecomastia. São eles:

  • Uso de esteroides anabolizantes, principalmente para fins estéticos;
  • Consumir soja texturizada, (sem ser a proteína), por possuir substâncias simuladoras de estrógenos (fitoestrógenos).
Anabolizantes ginecomastia
Anabolizantes devem ser evitados para prevenir a ginecomastia

A relação anabolizante e as disfunções hormonais atinge 50% de pessoas segundo estimativa.

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Complicações/Prognóstico

Uma das complicações da ginecomastia que pode afetar a autoestima é a cicatriz. Outras decorrentes de cirurgias podem ser:



  • Sangramento;
  • Alterações temporárias ou permanentes na sensibilidade mamária;
  • Infecção;
  • Riscos da anestesia;
  • Pigmentação alterada e inchaço;
  • Formas irregulares;
  • Má cicatrização;
  • Danos nos vasos sanguíneos, nervos, pulmões e músculos;
  • Alergias ao material usado na cirurgia ou a medicamentos;
  • Assimetria da mama;
  • Necrose;
  • Trombose venosa.

Há também a possibilidade de problemas cardíacos e pulmonares, além do risco de uma nova cirurgia.

Como prevenir a ginecomastia?

É importante não usar drogas, nem suplementos nutricionais que prometem aumentar a massa muscular, como a androstenediol ou a androstenediona.

Cirurgia para Ginecomastia

A cirurgia para ginecomastia tem três tipos:

  • Lipoaspiração: quando há acúmulo de gordura.
  • Remoção cirúrgica: quando há aumento anormal da glândula mamária, podendo ser trabalhada em conjunto com a lipoaspiração.
  • Mamoplastia redutora: quando há excesso de gordura e de glândula. É, portanto, para casos mais graves.

A cirurgia dura cerca de 1h30min e é dado ao paciente a anestesia local ou geral, dependendo de cada profissional.

Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?

Alguns especialistas podem diagnosticar a ginecomastia, como o mastologista, endocrinologista, clínico geral, cirurgião plástico ou urologista.

O diagnóstico é feito com base na inspeção das mamas, realizando exames físicos em que o paciente deita de costas, e o médico palpa as mamas. A palpação pode detectar um tecido firme ao redor do mamilo, com uma consistência elástica, caso de ginecomastia verdadeira.

Quando a consistência for mole, é excesso de gordura, neste caso, trata-se de pseudoginecomastia.

A ginecomastia tem cura, basta procurar ajuda médica assim que notar os sintomas. Não se automedique e procure evitar os anabolizantes.

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