Gravidez

Se você tem dúvidas sobre a gravidez, preparamos uma página inteira sobre o assunto.

Aqui, você pode aprender desde o resultado do exame da gravidez, até detalhes dos principais partos existentes. Além de separarmos uma seção para responder as principais dúvidas sobre o assunto.

Os primeiros dias da nova mamãe

Como entender o resultado de exame de gravidez

A melhor forma de confirmar uma suspeita de gravidez é fazendo o exame de sangue em um laboratório de confiança, preferencialmente recomendado pelo seu médico. O exame de contagem de Beta HCG, hormônio produzido no período de gestação, atesta com maior segurança se a mulher está grávida quando resulta em nível superior a 5,0 mlU/ml.

É possível fazer a coleta de sangue em qualquer tempo, mesmo se ainda não houver atraso na menstruação. Não é preciso prescrição médica registrada, e também não há necessidade de ficar em jejum. O valor do exame é acessível, cerca de R$ 30,00 e o resultado fica pronto em poucas horas. 

O teste de gravidez que é possível comprar em farmácias busca detectar a presença do mesmo hormônio, beta HCG, ou atestar a sua ausência, a partir de uma amostra de urina. Existem muitos tipos de testes de gravidez ofertados e as instruções podem variar. É importante ler com muita atenção a bula antes de fazer o teste. 

A eficácia dos testes de farmácia é estimada pelos laboratórios entre 95 a 99%. No entanto, é importante tomar algumas precauções, como checar a data de validade e seguir corretamente as instruções do produto. A garantia do resultado do teste de farmácia também depende de fazer o teste no dia certo, de 2 a 5 dias após o atraso da regra menstrual.

Quais são os primeiros sintomas de gravidez

Os primeiros sintomas de uma gravidez podem ser tão sutis, que é possível que eles se manifestem antes de haver atraso na menstruação, mas a mulher não percebe, a não ser que ela seja muito consciente do funcionamento do próprio corpo. Dentre os principais sintomas, podemos mencionar:

  • Aversão a cheiros fortes;
  • Oscilações de humor;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Tonturas;
  • Salivação excessiva;
  • Corrimento vaginal em tom rosado;
  • Vontade excessiva de urinar;
  • Surgimento de espinhas e aumento da oleosidade da pele;
  • Inchaço nos seios;
  • Cansaço fácil;
  • Cólica e inchaço abdominal;
  • Sono excessivo;
  • Dores de cabeça;

Como saber se estou gravida?

Receitas caseiras como o teste da fervura da urina, o teste do cloro, da água sanitária ou qualquer outro método caseiro popularmente conhecido não tem nenhuma legitimidade para confirmar uma gravidez.

Os métodos confiáveis são a dosagem sanguínea ou urinária do hormonio beta HCG ou uma ultrassonografia abdominal, a qual costuma ser indicada após resultado positivo da dosagem beta HCG.

O que são considerados como primeiros sintomas de uma gravidez podem ser um indicio, uma suspeita que deve ser confirmada. A constatação de enjoos, tonturas, fadiga, ou mesmo o atraso menstrual não atestam com certeza a gravidez.

O que é necessário saber durante a gestação?


Após a confirmação de uma gravidez, é preciso ter consciência de que muitas coisas na rotina da futura mãe irão mudar nos próximos meses, incluindo hábitos alimentares, de sono, tipos de atividades físicas, além de uma série de cuidados que deverão fazer parte da rotina o quanto antes.

Mudanças de hábito

Antes de mais nada é fundamental adotar hábitos mais saudáveis. Você vai precisar de uma alimentação e rotina de exercícios orientados pelo seu obstetra, ou um nutricionista indicado por ele. Essa ideia popular que “grávidas comem por dois” é equivocada, e pode causar problemas se seguida ao pé da letra. Grávidas não têm que comer mais; elas têm que comer melhor. E comer melhor por dois.

Suspensa o uso de todo e qualquer analgésico ou antitérmico que você tem costume de tomar e consulte seu obstetra sobre as medicações que você pode consumir com segurança. Suspenda também o uso de cremes cosméticos que contenham ácido retinoico. Eles costuma ser utilizados para rejuvenescimento da pele do rosto, mas podem causar malformações no feto.

Se você for diabética, asmática, hipertensa ou se tiver problemas de circulação, diga imediatamente ao seu obstetra porque é possível que você precise mudar de remédios ou alterar dosagens. Evite ao máximo fazer exames de raios-X.

Fumantes precisam deixar esse hábito. Caso seja muito difícil, é recomendável começar reduzindo o consumo para quatro cigarros por dia, no máximo. Outros tipos de drogas devem ser totalmente descartados, inclusive bebidas alcoólicas.

A cafeína também deve ser cortada, ou pelo menos reduzida o máximo possível. O mesmo vale para qualquer outra bebida que contenha cafeína: refrigerantes de cola, chá preto ou chocolates.

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Suplementos

Mesmo sem apresentar sintomas, a gestante pode ter carências nutricionais que irão dificultar o desenvolvimento intrauterino do bebê, pois o organismo da mãe não vai conseguir dar conta de as necessidades do feto. Estes são alguns suplementos alimentares que não podem faltar à gestação. É possível encontra-los em certos alimentos in natura e também pode ser indicados pelo obstetra, em cápsulas fitoterápicas.

  • Ácido fólico: evita anomalias neuronais graves. É fundamental para a dieta da gestante. Pode ser encontrado no espinafre, feijão-branco, brócolis, laranja,repolho branco, fígado bovino, abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola e no pão de centeio.
  • Vitaminas do Complexo B: também são importantes ao desenvolvimento neurológico do bebê, além de prover energia à mãe. Podem ser encontradas no fígado e carne bovina, peixe, ovos, leite e cereais integrais.
  • Cálcio: atua na formação óssea do bebê e regula os hormônios. Também previne anemias. Pode ser encontrado em carnes e grãos em geral, vegetais verde-escuros.
  • Ferro e zinco: atuam na formação das células, garantindo um processo normal de crescimento do feto. Podem ser encontrados no fígado, carnes e leite.
  • Iodo: este é um caso em que é preciso moderar bastante o uso, porque o excesso de iodo causa aumento da pressão arterial. Pode ser encontrado em frutos do mar e peixes de água salgada.
  • Fibras: auxiliam no bom funcionamento do trato intestinal da gestante. Podem ser encontradas nas verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz

As semanas de gestação

Os médicos obstetras consideram que uma gravidez dura em média 40 semanas, a partir do primeiro dia da ultima menstruação. Essa conta não é exata, mas serve como um bom parâmetro, porque não há como saber qual foi o dia exato em que houve a concepção.

Como a ovulação acontece mais ou menos duas semanas depois do início da menstruação, na prática as 40 semanas “oficiais” são cerca de 38 semanas, a partir do dia em que o bebê foi concebido.

Caso não haja como saber a data da última menstruação, tendo vista que muitas mulheres têm ciclo menstrual irregular, é possível medir o tamanho do embrião através de um ultrassom abdominal e calcular as semanas de gestação.

São estimadas, portanto, 40 semanas para estabelecer a previsão da data do parto, mas pode acontecer de a gestação chegar a 42 semanas, ou o trabalho de parto começar ainda na 37ª semana. No entanto, o ideal é que ele permaneça no útero até pelo menos completar a 39ª semana, se desenvolvendo e se fortalecendo.

A partir da 13ª semana, os bebês começam a desenvolver em ritmos diferentes e isso vai influir no tamanho deles e no peso. Alguns nascem em média com 4kg, outros com cerca 2,5 kg, tendo o mesmo número de semanas de gestação. Essas variações são normais.

Quando começar o pré-natal?

O ideal é que o pré-natal comece antes mesmo da descoberta da gravidez, na ocasião em que foi tomada a decisão de ter um bebê. Procurar um obstetra antes de estar grávida dá a oportunidade ao profissional de considerar o histórico médico, realizar alguns exames preventivos e orientar uma dieta mais especifica a receber o bebê.

É também um bom momento para imunizar a mulher contra doenças que, se contraídas na gravidez, podem comprometer o desenvolvimento fetal, como a rubéola e a hepatite B. Aquelas que são hipertensas poderão cuidar de estabilizar a pressão e as diabéticas poderão trabalhar no controle da glicemia. Da mesma forma, mulheres que estão com sobrepeso ou têm facilidade de engordar poderão se preparar melhor para iniciar e manter uma dieta para manter o peso sob controle.

Caso a gravidez não tenha sido planejada, o importante é cuidar para dar início ao pré-natal o quanto antes. O primeiro trimestre é fundamental para o desenvolvimento saudável do bebê. É neste momento que muitas complicações possíveis de levar ao aborto têm boas chances serem sanadas.

Quem já teve abortos espontâneos deve redobrar os cuidados e conversar com o obstetra sobre a viabilidade de começar com uma medicação voltada a prevenção, como anticoagulantes, corticosteroides, progesterona ou outros.

O pré-natal é um direito de toda gestante, que pode procurar atendimento público pelo SUS – Sistema Único de Saúde – em postos ou hospitais e também através de clínica e médicos particulares.

Em uma consulta de pré-natal o médico costuma examinar:

  • Mamas;
  • Peso;
  • Pressão sanguínea;
  • Sinais de inchaço das pernas e dos pés;
  • A altura uterina, medindo a barriga verticalmente;
  • Os batimentos cardíacos fetais;
  • Cartão de vacinas da mulher para verificar se alguma está em falta.

Este é um bom momento para conversar sobre eventuais incômodos pelos quais a gestante esteja passando: azia, hemorroidas, cólicas, fadiga, varizes, dor nas costas, etc, pois o médico poderá indicar medidas para aliviar esses males.

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Quais são os exames pré natal?

Os exames a serem realizados durante o pré-natal são:

  • Hemograma completo;
  • Bacterioscopia do conteúdo vaginal;
  • Glicemia de jejum;
  • Urina, para saber se está com infecção urinária.
  • Ultrassonografia;
  • Proteinuria;
  • Exame para saber o tipo sanguíneo, sistema ABO e o fator Rh;
  • HIV: vírus da imunodeficiência humana;
  • Dosagem de hemoglobina e hematócrito;
  • Exame de fezes;
  • Sorologia para rubéola;
  • Sorologia para toxoplasmose;
  • VDRL para sífilis;
  • Sorologia para hepatite B e C;
  • Sorologia para citomegalovírus;

Como deve ser uma DIETA PARA GESTANTE?

Uma dieta saudável é essencial para o desenvolvimento do bebê e o bem estar da gestante. O mais indicado é procurar a orientação de um nutricionista, que irá avaliar as necessidades especificas e acompanhar cada fase da gestação de forma individualizada.

É importante tomar medidas preventivas a mais no preparo de alimentos para uma gestante no sentido de evitar intoxicações alimentares. No caso de alimentos crus, não só eles devem ser muito bem higienizados (com solução de cloro), mas a cozinha e utensílios também.

Alimentos cozidos devem ser armazenados em refrigeração por no máximo três dias. Já alimentos industrializados devem estar dentro do prazo de validade estimado na embalagem. É importante atentar para a validade do produto após aberto e as condições de armazenamento.

Na ocasião de alimentar-se fora de casa, vale atentar se o estabelecimento apresenta certificado de vistoria da vigilância sanitária e se está na validade. Mesmo havendo certificação, é bom observar as condições de higiene do local e dos funcionários e, em todo caso, evitar consumir alimentos crus.

Considerar uma dieta para gestantes é compreender que o que está sendo proposto é parte de uma série de mudanças no estilo de vida da mulher durante a gestação e o período de lactação, mas que podem se estender para após o parto, pois envolve uma rotina de alimentação saudável e prática de exercícios.

A alimentação da gestante precisa dar conta de todos os nutrientes importantes a ela e ao bebê e é por isso que aliada a uma dieta equilibrada, muitas vezes é feita prescrição de vitaminas, como suplemento alimentar.

Uma rotina alimentar bem elaborada, levando em conta as demandas de mãe e filho podem não só garantir a saúde da gestante e o desenvolvimento pleno do bebe, mas também ameniza desconfortos comuns à gravidez, como constipação, enjoos e inchaço, além de controlar o ganho de peso.

Dicas de alimentação para grávidas

Não fique muito tempo sem se alimentar. Faça pequenos lanches entre as refeições, de preferência frutas, sucos ou iogurtes, pois além de garantir nutrientes e energia ao longo do dia, vai amenizar enjoos e dores de estomago.

Lembre-se de consumir os três principais grupos alimentares nas principais refeições: carboidratos e gorduras boas (energéticos); frutas, legumes e verduras (reguladores) e proteínas (construtores). Inclua fibras na sua dieta, pois elas agem no controle da glicemia, na redução dos níveis de colesterol e ainda contribui com o bom funcionamento do intestino.

Se hidrate bastante, mas evite bebidas industrializadas. Aliás, quanto mais alimentos industrializados você puder evitar, melhor (entre temperos prontos, macarrão instantâneo, enlatados, etc).

Para lidar com enjoos, lembre-se de bebidas geladas e ácidas, que ajudam a aliviar a sensação de desconforto, como suco de laranja. Você pode aproveitar e comer algumas torradas ou bolachas integrais, que são leves e assim você não fica muito tempo sem se alimentar.

Dieta para gestante acima do peso

Não é indicado que a mulher emagreça durante a gravidez, mesmo que esteja com sobrepeso, pois os processos acionados durante um processo de perda de peso podem prejudicar o desenvolvimento do bebê, fora o risco de restrições de nutrientes importantes à alimentação da gestante.

No caso de gestantes com sobrepeso, o indicado é ajustar as orientações alimentares para que o ganho peso durante a gestação seja gradual e que corresponda ao esperado. Ou seja, é importante garantir que boa parte do ganho de peso seja em decorrência do bebê, que está crescendo saudável.

Detalhes indispensáveis do parto

Como é o parto cesária?

O parto cesária ou cesariana constitui-se numa intervenção cirúrgica em que são realizados basicamente duas incisões: uma no abdômen e outra no útero, abrindo espaço para que o bebê seja “puxado” pelo médico.

A incisão é feita horizontalmente, abaixo do abdômen, logo na altura do púbis. A cicatriz não fica visível depois, quando a mulher estiver vestida com uma roupa que expõe a barriga, ou mesmo um biquíni.

Uma cesariana dura entre 45 minutos a uma hora, mas neste período de tempo, o que compreende ao nascimento do bebê corresponde apenas aos primeiros 15 minutos. O restante diz respeito ao tempo necessário ao médico fazer todas as suturas na mãe, no útero, músculos e pele.

A cesariana pode ser feita por necessidade, quando a gestante entra em trabalho de parto, mas não consegue dilatação suficiente, ou o bebê está numa posição complicada, ou mesmo enroscado no cordão umbilical. Não necessariamente estas são situações em que é preciso recorrer a um parto cesária. O médico deverá avaliar o caso e conversar a respeito com a mãe.

Outra situação em que o parto cesária pode ser feito é por opção, e com agendamento. Algumas mulheres preferem marcar uma cesariana, seja porque não querem se expor à dor do parto normal, seja porque preferem se planejar, sabendo com precisão o dia em que o filho irá nascer.

Assim como uma cirurgia padrão, a cesária é realizada sob efeito de anestesia, geralmente peridural, em que a paciente permanece acordada durante todo o procedimento, mas impossibilitada de mover a parte inferior do corpo. Apenas em casos atípicos é aplicada anestesia geral.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é de que a mãe seja liberada do hospital somente após 72 horas após o parto, para acompanhamento.

Como é o parto normal?

O parto normal é o processo próprio do organismo da gestante, que se prepara e passa a funcionar em prol do nascimento do bebê através de sua “expulsão” pela cavidade vaginal. Tudo tem início no trabalho de parto, que se manifesta através do rompimento da bolsa de água que envolve e protege o bebê no útero. O parto geralmente acontece em até 48 horas após o rompimento da bolsa.

O trabalho de parto inicia, e o útero passa a sofrer contrações espaçadas. Progressivamente, o intervalo entre uma contração e outra vai diminuindo, e elas vão se tornando mais dolorosas. Concomitantemente, o útero também passa pelo processo de dilatação, para viabilizar a saída do bebê. A dilação costuma ser de até 10 centímetros, medida considerada ideal.

O parto normal é acompanhado pelo médico, que dá as orientações à mãe para fazer força ou parar, de acordo com a vinda das contrações e com o progresso da saída do bebê. O momento popularmente conhecido como “o bebê está coroando” é considerado um dos mais difíceis e dolorosos para a mãe, porque a cabeça, a parte mais larga do corpo do bebezinho está passando pelo canal vaginal.

Após o nascimento, há ainda que aguardar a saída da placenta, que costuma sair naturalmente, cerca de meia hora após o parto, mas pode também ser retirada manualmente.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é de que a mãe seja liberada do hospital somente após 24 horas após o parto, para que haja acompanhamento.

O que é parto humanizado?

Parto humanizado não se trata, como a princípio pode parecer, de um tipo de parto, categorizado por determinados aspectos que outros tipos de partos não apresentam. Trata-se de um processo que convida a sociedade a repensar as práticas do parto, de forma a considerar os interesses da mãe e do bebê como prioridades, tendo em vista o mínimo de intervenções médicas necessárias.

Na perspectiva do parto humanizado, é a gestante quem toma todas as decisões importantes, e as não muito importantes também: o local do parto, em casa ou no hospital; quem estará ao lado dela, a posição, se de cócoras ou sentada. À mulher é legitimada e é respeitado o direito de escolher o que compreender ser mais confortável para si.

Vale ressaltar que não há privação de atendimento médico, mas ela é a gestante quem decide, mediante esclarecimentos, se quer recebe-los. Nos casos de partos em casa, geralmente há a presença de um obstetra e uma doula, que é uma pessoa preparada para auxiliar a mãe durante o trabalho de parto.

Toda gestante pode fazer um parto humanizado, mesmo aquelas que precisam ou optam pela cesariana, pois o cerne desta proposta está no tratamento à gestante, fazendo com que ela possa ter maior autonomia e poder de decisão em um momento tão importante, além de maiores cuidados.

Como é feito o parto na água?

O parto na água costuma ser realizado em uma banheira, porque facilita o controle do espaço e oferece conforto à mãe para se acomodar e se segurar nas bordas. Este é um método considerado o mais natural possível, e proporciona as melhores condições tanto à mãe quanto ao bebê, que vai sair do útero para um ambiente semelhante, também envolto em liquido.

O parto na água pode ser feito tanto em casa como no hospital, mas ambos os lugares precisam dispor de estrutura. A presença de um médico e um auxiliar de enfermagem é necessária, independente da escolha do local. No caso do parto em casa, também é preciso haver uma ambulância à disposição para o caso de eventuais problemas.

A temperatura da água deve estar a 37 graus (morna) e cobrindo metade da barriga da gestante. A água morna aumenta a vasodilatação e ajuda a aliviar a dor das contrações. É também a temperatura próxima da uterina, portanto, será agradável ao bebê.

Ao contrário do que muitos pensam, não há riscos consideráveis da criança se afogar porque ela só vai respirar de fato depois que estiver fora da água e entrar em contato com o ar. Alguns casos são contraindicados ao parto na água:

  • Quando há sofrimento fetal;
  • Em situações de partos prematuros;
  • Identificação de sangramento;
  • Se a gestante for portadora de HIV , hepatite-b ou herpes genital;
  • Se o feto pesar mais quatro quilos.

Perguntas frequentes durante a gravidez

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Gestante pode pintar o cabelo?

Ainda não há pesquisas o suficiente sobre isso que possam afirmar se há ou não malefícios para a gestante em pintar o cabelo.

Existe a possibilidade de que determinados componentes das tinturas para cabelo causem efeitos tóxicos e malformações no feto. O caso é que seria necessário o uso de uma quantidade extremamente alta, bem maior do que o percentual presente numa tintura, dissolvido com outras substancias, a qual a mulher faz aplicação a cada um ou dois meses.

Como o primeiro trimestre de gestação costuma ser o mais crítico, muitos médicos não recomendam a tintura do cabelo nesse período. A partir da 20ª semana considera-se que há mais segurança.

De acordo com a Organização de Serviços de Informação sobre Teratologia (Otis, na sigla em inglês), rede internacional que divulga dados sobre possíveis riscos na gravidez, não há relatos de casos de malformações fetais ou outros tipos de problemas desenvolvimento decorrentes de uso de tinturas de cabelo.

Uma alternativa que você pode experimentar é utilizar tonalizantes, luzes ou reflexos, ou ainda a hena pura, que é um produto natural.

Caso você escolha fazer o tingimento em um salão escolha um que tenha espaço ventilado, para não se expor muito ao cheiro dos produtos químicos durante a aplicação. A recomendação vale também para aplicações caseiras: durante o tempo que é preciso aguardar com a tinta no cabelo, procure ficar em um lugar arejado.

Gestante pode extrair dente?

Os cuidados com os dentes não deixam de ser importantes durante a gestação e podem até prevenir um parto prematuro. No caso de extrações, a gestante pode tomar anestesia local, aplicada pelo dentista, sem riscos. Mas ela precisa avisar que está grávida, caso ainda não seja aparente.

O risco que existe não estaria na anestesia, mas em uma substância com efeito coagulante que as vezes é aplicada, quando há necessidade de conter o sangramento para melhor viabilizar o procedimento. Como é vasoconstritora, essa substancia pode causar aumento da pressão arterial e, por isso, não deve ser utilizada em gestantes hipertensas.

Gestante pode tomar dipirona?

Gestantes podem tomar dipirona entre o 4º e o 6º mês, mas seu uso não é recomendado nem no primeiro nem no último trimestre.

O uso de dipirona no primeiro trimestre causa risco de má formação fetal. Se utilizada no ultimo trimestre, pode causar prejudicar os processos de coagulação sanguínea na gestante e no bebê.

É importante conversar com o médico obstetra que faz o seu pré-natal antes de tomar dipirona ou qualquer outra medicação

Gestante pode comer camarão?

Camarão e outros frutos do mar são considerados alimentos duvidosos para muitas pessoas quando o assunto é a dieta uma gestante, principalmente servidos crus, como é o caso de sushis e sashimis.

Na verdade, esses alimentos não possuem contraindicações, a não ser nos casos em que a gestante for alérgica a frutos do mar.  Em todo caso, a grávida deve evitar comer peixes e frutos do mar crus porque o risco de infecções é maior.