Guia de Medicamentos

Medicamento é o nome que se dá a todo produto farmacêutico elaborado a partir de uma ou mais substâncias cuja finalidade é a cura ou alivio de uma determinada enfermidade. Existem diferentes tipos de medicamentos, veja como é importante conhecer quais são esses tipos e a finalidade de cada um deles.

Tipos de medicamentos

Medicamento Fitoterápico

Trata-se do medicamento produzido exclusivamente à base de plantas. Medicamentos fitoterápicos devem cumprir as exigências legais e sanitárias, inclusive apresentação de bula contendo todas as informações de interesse do usuário, como datas de fabricação e validade, quantidade, composição, posologia, efeitos adversos, etc.

Ex: Ginko Biloba, usada para combater problemas de circulação e também em casos leve de labirintite, para profilaxia de crises.

Medicamento Alopático

Este é o tipo de medicamento mais utilizado e mais facilmente encontrado nas farmácias. É elaborado com substancias sintéticas. Recurso da medicina tradicional, é produzido em larga escala e busca produzir no organismo sensações opostas aos sintomas apresentados ou alivio dos desconfortos que causam.

Por exemplo, quem está com uma crise de hipertensão toma um remédio especifico que causa uma baixa na pressão, como losartana; quem está com febre toma um antitérmico para que a sua temperatura, que está alta, possa diminuir e normalizar, como o paracetamol.

A desvantagem mais preocupante nos tratamentos que se utilizam de medicamentos alopáticos são os efeitos colaterais que podem causar, muitas vezes tão ou mais desconfortáveis do que os sintomas para os quais a pessoa está utilizando aquele medicamento.

Medicamento Homeopático

Essa categoria de medicamento segue o princípio da cura pelo semelhante, utilizando substancias que causam sintomas de uma doença no organismo sadio. Em contato com essa substancia, em dosagens já especificamente mensuradas, o sistema imunológico produz defesas e combate à doença.

É uma abordagem medicinal menos invasiva, quando comparada com a medicina tradicional. Pode ser encontrado em farmácias magistrais, também conhecidas como farmácias de manipulação.

Medicamentos homeopáticos também devem obedecer a exigências legais e sanitárias, como informar prazo de validade, farmacêutico responsável, composição, indicações, etc. Calcarea carbonica e Argentum nitricum são exemplos de medicamentos homeopáticos que agem como moderadores de apetite.

Medicamento Similar

O medicamento similar é aquele que apresenta a mesma concentração, via de administração, posologia e indicações do medicamento de referência, variando apenas em caraterística externas, como tamanho e formato da embalagem do frasco ou capsula, rotulo, embalagem e outros.

Costuma ser mais barato, muito em fator da farmácia ganha uma unidade para cada uma comprada. Os laboratórios Cimed, Geolab e Hipolabor são exemplos de produtores deste tipo de medicamento.

Medicamento Genérico

Corresponde aos medicamentos registrados pelo nome do princípio ativo que o compõe, tendo autorização para ser comercializado após realização de testes de bioequivalência, que comprovam ter as mesmas características e obter os mesmos efeitos do respectivo medicamento de referência, mas no mercado são mais baratos.

O medicamento genérico não tem nome fantasia, traz somente o nome do seu princípio ativo. Genéricos são considerados intercambiáveis, isso quer dizer que o usuário pode optar entre ele ou o medicamento de referência.

No sistema público de saúde, é obrigatória a prescrição de receitas pelo nome do princípio ativo do medicamento.

A embalagem do medicamento genérico é identificável por uma tarja amarela que contém a letra G em preto e tamanho bem visível, além da inscrição “medicamento genérico”. Um exemplo é a Amoxilina, antibiótico produzido pelo laboratório Medley.

Saiba que você sempre pode pedir ao seu médico que prescreva seus remédios com os nomes genéricos. Caso ele se recuse, você pode pedir maiores esclarecimentos.

Atente-se para comprar seus medicamentos em farmácias de confiança e com o farmacêutico presente, de preferência.

Medicamento de Referência

Popularmente conhecido como medicamento de marca, é aquele cuja patente já expirou e, portanto, sua formula está liberada para outros laboratórios produzirem medicamentos genéricos e similares.

É denominado referência porque os outros laboratórios que venham produzi-lo precisam atestar que estão utilizando a mesma formula e que o produto alcança os mesmos resultados.

Considerado um produto inovador, o medicamento de referência geralmente é bastante conhecido entre médicos e farmacêuticos, circulando no mercado há pelo menos 40 anos e já tem eficácia comprovada pela ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária.

Os Laboratórios Bayer e Ache são exemplos dos que produzem esse tipo de medicamentos.

Medicamento Manipulado

Trata-se do medicamento produzido em farmácias magistrais, também conhecidas como farmácias manipuladoras. Sua compra é solicitada por meio de receita médica especifica ao paciente, contendo o princípio ativo, concentração e posologia.

O medicamento manipulado precisa apresentar todas as informações pertinentes acerca de suas características: composição, validade, volume, indicação da farmácia responsável, posologia indicada pelo médico que prescreveu a receita, e sempre deve conter o nome do usuário do medicamento e do médico que o receitou.

Classificação dos Medicamentos

Medicamentos podem ser classificados quanto à:

  • Origem;
  • Local de ação;
  • Via de administração;
  • Forma farmacêutica.
  • Natural
  • Vegetal
  • Mineral
  • Sintéticos

Quanto ao Local de Ação

Ação local: são medicamentos cuja ação transcorre diretamente no local de aplicação. Também diz-se que são medicamentos de uso tópico. Exemplo: pomadas que devem ser aplicadas diretamente sobre a pele, como bepantol e dermoderme.

Ação sistêmica: no caso, são medicamentos que precisam atingir a corrente sanguínea para chegar ao local onde irá trabalhar. É o caso dos remédios injetáveis, como o decadron, que é um antialérgico.

Quanto à Via de Administração

A escolha do tipo de administração do medicamento vai depender das características do medicamento e de sua ação em formatos diferentes e do que é mais interessante ao paciente. Vai também depender das condições em que este paciente se encontra. No caso de pacientes que estão inconscientes, por exemplo não é possível administrar um medicamento via oral.

Remédios mais utilizados

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medicamentos para diabetes

O tratamento para diabetes é realizado com medicamentos que são capazes de controlar a taxa de açúcar na corrente sanguínea. A finalidade primordial é manter o nível da glicose o mais próximo possível do considerado normal, impedindo que aumente e cause uma série de complicações na saúde.

No caso da diabetes tipo 1, é prescrita insulina diária. O tipo dois é controlada com medicamentos antidiabéticos em comprimidos, como gliclazida, metformina e glimepirida, sendo, em algumas situações, preciso utilizar a insulina concomitantemente.

Uma dieta controlada em açúcar e gordura e a prática de exercícios é também indicada, para ambos os casos, como parte do tratamento.

medicamentos para ansiedade

Medicamentos para a ansiedade precisam ser prescritos levando em consideração uma série de fatores acerca do paciente e seu quadro, portanto, é importante consultar um psiquiatra ou psicólogo antes de fazer uso que qualquer medicamento voltado ao tratamento da ansiedade.

Existem muitas opções de medicamentos que podem ser usados em casos de transtornos de ansiedade. Seguem alguns que são utilizados:

1. Antidepressivos

Existem antidepressivos cuja ação podem ajudar a controlar a ansiedade, ainda que o paciente não tenha apresentado sinais de depressão. A ansiedade causa alterações nos neurotransmissores, inclusive a produção de noradrenalina, dopamina e serotonina.

Esse tipo de medicamento tem ação ansiolítica gradual, portanto, é importante seguir o tratamento e aguardar um tempo necessário para que os efeitos comecem a se fazer visíveis.

Alguns antidepressivos que são prescritos no tratamento de transtornos de ansiedade são: fluoxetina, sertralina, paroxetina e venlafaxina.

2. Benzodiazepinas

São também conhecidos como ansiolíticos e como tranquilizantes. É um tipo de medicamento prescrito para casos de ansiedade por curto período de tempo. Reduzem a tensão, ajudando a pessoa a relaxar, mas reduzem o estado de alerta e podem afetar a coordenação motora.

Lorazapam, bromazepam, diazepam e clonazepam são alguns exemplos desse tipo de medicamento.

3. Buspirona

Esta é uma substancia ansiolítica da classe das azapironas, muito utilizadas para uso concomitante ao de antidepressivos. Não apresenta riscos de abuso, dependência ou abstinência e também não interage com bebidas alcoólicas ou com remédios hipnóticos.

Buspirona também não causa sedação nem alterações na coordenação motora.

4. Beta-bloqueadores

Os beta-bloqueadores trazem a vantagem de não acarretar efeitos no sistema psicomotor ou nas capacidades cognitivas. Eles agem reduzindo sintomas periféricos comuns em crises de ansiedade, tais como aceleração dos batimentos cardíacos e tremores.

A desvantagem deste medicamento é que ele não costuma ser tão eficaz como os anteriormente mencionados.

Exemplos de beta-bloqueadores usados no tratamento de transtornos de ansiedade: propranolol, oxprenolol e nadolol.

5. Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos não são muito utilizados em casos de transtornos de ansiedade, mas a hidroxizina é prescrita em algumas situações, para aliviar os sintomas. No entanto, não chega a ser a primeira opção a um tratamento medicamentoso para este transtorno.

medicamentos para emagrecer

Os remédios para emagrecer vêm sendo bastante procurados porque são considerados como um meio mais prático e rápido de perder peso. Mas é preciso estar atento aos seus possíveis efeitos colaterais e procurar o acompanhamento de um médico especialista.

1. Sibutramina

Este é dos medicamentos para emagrecer mais conhecidos. Atua nos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina), agindo como moderador de apetite. Só pode ser vendido com receita médica.

Além de reduzir o apetite, a sibutramina também aumenta a queima de calorias. Por outro lado, não é indicada a pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes, ou que apresentam altos riscos de desenvolverem doenças cardiovasculares.

2. Saxenda

O saxenda tem como princípio ativo a liraglutina, que também é fármaco de um remédio indicado ao tratamento de diabetes, o victoza, o qual foi observado que apresenta como efeito secundário a redução do apetite.

Este medicamento costuma ser prescrito em articulação com uma rotina de exercícios e uma dieta equilibrada. Acredita-se que ele funciona melhor com usuários que têm problemas de metabolismo.

3. Orlislat

Orlistat não atua como moderador de apetite. Também não aumenta a sensação de saciedade, nem interfere no metabolismo, A ação deste medicamento é gastrointestinal. Ele interfere na absorção de gordura, impedindo que 30% do que é ingerido seja processado pelo organismo, ao invés isso, este percentual é eliminado com as fezes.

Como trata-se de um medicamento que interfere apenas na absorção de gorduras, deve ser utilizado concomitante a uma dieta pobre em carboidratos.

4. Fluoxetina

A fluoxetina é um medicamento indicado para casos de depressão e/ou de ansiedade, que pode também ser usada em alguns tratamentos para perda de peso. É mais indicada quando a causa do sobrepeso ou obesidade está associada a uma ansiedade que se manifesta como compulsão alimentar.

Trata-se aqui de utilizar este remédio como um coadjuvante na perda de peso, de modo a trabalhar os fatores do ganho de peso que estejam relacionados a uma condição de ansiedade generalizada (TAG) ou um quadro de depressão.

5. Bupropiona

A bupropiona é um antidepressivo que costuma ser mais indicado que a fluoxetina como auxiliar na perda de peso porque é mais eficaz no combate à compulsão alimentar. Tem ação semelhante no tratamento de fumantes que querem parar de fumar e precisam lidar com o período de abstinência. Também é utilizada quando o ganho de peso está associado a depressão.

6. Anfetaminas (Anfepramona, Femproporex e Mazindol)

Anfepramona, Femproporex e Mazindol são anfetaminas que atuam na redução do apetite. Sua comercialização foi proibida no Brasil em 2011 pela Agência Nacional de Vigilância SanitáriaANVISA, pois não haveria estudos comprovando seus resultados. Há uma sanção que está aguardando aprovação para que essas anfetaminas voltem a ser vendidas no pais.

Esses medicamentos conseguem reduzir o apetite quase que completamente, mas não trabalham o metabolismo e geralmente não são usados com uma dieta equilibrada, com finalidade de redução alimentar.

Outros problemas que o uso de anfetaminas podem causar está relacionado com a manifestação de alterações de humor, insônia, depressão e ansiedade.

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Medicamentos homeopáticos

Medicamentos homeopáticos são produzidos a partir diversos tipos de substâncias (entre plantas, minerais, químicos, etc, e em baixas concentrações. São diversos e podem tratar muitos tipos de doenças e transtornos, como alergias, depressão, ansiedade, gripe, etc. Podem ser utilizados por pessoas de todas as idades e não apresentam efeitos colaterais.

A homeopatia funciona, sendo uma especialidade médica já reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. No entanto, seus resultados são se apresentam de imediato, como acontece com os medicamentos alopáticos. Medicamentos homeopáticos demandam tratamentos longos e contínuos.

  • Remédios homeopáticos para ansiedade: Nervomed e Homeopax;
  • Remedios homeopáticos para auxiliar na perda de peso: calcarea carbônica, argenum nitricum, hipotálamo CH5;
  • Remedios homeopáticos para sinusite: sinumed e hydrastis

Medicamentos para hipertensão

A hipertensão é uma condição de saúde muito séria, que precisa de cuidados frequentes e acompanhamento médico. O hipertenso diagnosticado, comumente precisa fazer uso de algum medicamento, senão continuamente, ao menos até que seja possível regular a pressão arterial.

Os cinco principais grupos de medicamentos usados no tratamento da hipertensão são:

  • Bloqueadores de receptores da angiotensina (ex: losartana)
  • Betabloqueadores (ex: atenolol)
  • Bloqueadores de canais de cálcio (ex: anlodipino)
  • Diuréticos (ex: hidroclorotiazida e clortalidona)
  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina* (ex: enalapril)

Remédios para dormir

Antes de começar a utilizar qualquer remédio para dormir, é importante consultar um médico. Tratam-se de medicamentos de uso controlado que geralmente ocasionam uma série de efeitos colaterais e muitas vezes dependência química.

Alguns dos tipos e nomes de remédios para dormir mais utilizados do mercado são:

  • Benzodiazepínicos sedativos hipnóticos: frontal (alprazolam), o rivotril (clonazepam), o lexotan (bromazepam), lorax (lorazepam);
  • Não benzodiazepínicos sedativos hipnóticos: buspar (buspirona);
  • Remédios antidepressivos para dormir: prozac (fluoxetina). Apesar de gerar uma sensação de calma e bem-estar, são indicados mais para os quadros de depressão;
  • Agonista do receptor de melatonina: atuam imitando o hormônio que regula o sono, a melatonina, agindo diretamente na área responsável pelo sono no cérebro;
  • Medicamentos de venda não-controlada: analgésicos, remédios urticária, descongestionantes nasais, remédios para tontura e enjoos;
  • Hipnóticos não-benzodiazepínicos: tartrato de zolpidem, zaleplon e eszopiclone;
  • Hipnóticos Benzodiazepínicos: Zolpidem e zaleplon (são a classe mais antiga de pílulas para dormir. Causam mais efeitos colaterais no dia seguinte que os soníferos mais modernos e possuem um risco maior de dependência)
  • Antidepressivos sedativos: trazodona, amitriptilina e nortriptilina

Remédios para sinusite

Medicamentos para tratamento de sinusites costumam ser muito eficiente no controle e alívio dos sintomas, como dores de cabeça, congestionamento nasal, dor de garganta, coriza e dores nos seios da face. Os mais indicados são sinutab, tylenol sinus, nasonex em spray , sorine e clenil.

Antibióticos também podem ser utilizados no tratamento de crises de sinusite, como a amoxicilina e a cefalexina. Eles agem combatendo a infecção nos seios nasais.

Analgésicos como paracetamol ou aspirina e anti-inflamatórios como prednisona ou ibuprofeno também podem ser indicados para tratar dores de cabeça e infecções na garganta.

Anti-histaminicos, como loratadina, cetirizina e terfenadina são mais indicados nos casos de sinusite alérgica, tendo em vista agirem na redução de crises alérgicas e alivio da pressão nos seios nasais.