Rivotril – clonazepam

Rivotril também chamado de clonazepam é um medicamento pertencente à classe farmacológica benzodiazepinas, ele detém de propriedade inibidora leve nas funções do sistema nervoso central possibilitando uma atuação anticonvulsivante, relaxamento muscular, certa sedação e efeito tranquilizante.

Apesar da sua alta constância em prescrições e uso, o rivotril somente pode ser utilizado conforme indicação médica, pelo fato de apresentar elevados números de casos com dependência, entre outros efeitos colaterais.

O rivotril foi estudado em animais, nos quis inibiu crises convulsivas de diferentes tipos por causa do seu efeito direto sobre o foco epiléptico e também por impossibilitar sua interferência na ação do restante do sistema nervoso.

rivotril - clorazepan

Além de combater a ansiedade, este medicamento também é prescrito nos casos em que o indivíduo possua transtornos psicológicos e neurológicos, como, por exemplo, a síndrome do pânico e epilepsia.

No ano 2009, o rivotril foi classificado como o medicamento tarja preto mais vendido do Brasil.

Nas poucas pesquisas feitas sobre as interações medicamentosas do clonazepam, foi identificado que ele não alterou a farmacocinética de outras substâncias. A fenitoína, fenobarbital e carbamazepina incitam o metabolismo do rivotril. A propantelina é capaz de reduzir um pouco a absorção do clonazepam. A fluoxetina e a ranitidina não interferem a ação deste fármaco.

Alguns estudos apontam a dependência do rivotril em pessoas predispostas, com histórico de alcoolismo, abuso de drogas e quando o uso é feito em doses elevadas e por um longo período de tempo.

Pacientes com tendência a possuir dependência, como viciados em drogas ou álcool, precisam ser monitorados com atenção quando estiverem fazendo o tratamento com clonazepam ou outros agentes psicotrópicos, devido às chances deles desenvolverem hábitos e dependências.

Indicações do uso do rivotril

O rivotril é prescrito para várias situações, dentre elas:

  • Síndrome de West;
  • Indicado para o tratamento de crises epilépticas;
  • Ansiolítico em geral;
  • Fobia social;
  • Distúrbio do pânico com ou sem medo de espaços abertos;
  • Transtorno afetivo bipolar;
  • Tratamento de epilepsia;
  • Tratamento da mania;
  • Depressão relacionada a antidepressivos;
  • Vertigem e distúrbios do equilíbrio;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Síndrome da boca ardente;
  • Inquietação extrema, no geral gerada por drogas psiquiátricas.

Como funciona o Rivotril

Rivotril dose única tem atuação iniciada entre 30 a 60 minutos e pode se prolongar por 6 a 8h em crianças e 8 a 12h em adultos. Este medicamento é absorvido rapidamente e quase por completo depois de ingerido na forma oral em comprimidos.

As concentrações deste remédio no estado de equilíbrio, para um esquema de uso em uma dose ao dia, são 3 vezes maiores que as conseguidas com apenas 1 dose oral.

O clonazepam espalha-se rapidamente por diversos órgãos e tecidos do corpo humano, com obtenção principal nas estruturas cerebrais. A eliminação dessa substância ocorre entre 30 a 40 horas, onde cerca de 70% da dose oral é liberada na urina e entre 10% a 30% é excretado pelas fezes.

Contraindicações

Semelhante a outros medicamentos o rivotril somente deve ser administrado após consulta e prescrição médica. Em determinadas situações essa droga é contraindicada, como nos casos de:

  • Pessoas com histórico de alergia aos benzodiazepínicos ou a qualquer outro composto usado para produzir o clonazepam;
  • Indivíduos que possuam alguma doença grave nos pulmões ou no fígado;
  • Pacientes com glaucoma agudo de ângulo fechado;

Pessoas com glaucoma de ângulo aberto, que estejam em uso de terapia apropriada estão liberadas para receber o clonazepam.

Precauções ao usar rivotril

Antes de tomar o rivotril é importante observar as suas advertências e precauções, algumas delas são:

  • Antes de iniciar o tratamento com clonazepam o indivíduo deverá informar ao médico se possui alguma doença, problema de saúde, intolerância, sinais ou sintomas de depressão e tentativa de suicídio, consumo de álcool ou drogas, uso de outros fármacos;
  • O médico irá avaliar o risco/benefício do consumo de rivotril em período prolongado para crianças com distúrbios epilépticos;
  • Não existem informações sobre a eficácia e segurança deste medicamento em paciente menores de 18 anos com distúrbio do pânico;
  • Em idosos não é necessário adaptar a dose do clonazepam. Orienta-se apenas o uso das doses usadas por adulto jovem, com exceção da ocorrência de outras patologias;
  • Caso o indivíduo esteja tomando rivotril, este não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois a sua habilidade e atenção podem ser afetadas;
  • A ingestão de benzodiazepínicos é capaz de causar o desenvolvimento de dependência física e psíquica;
  • Interações com alimentos não foram estabelecidas;
  • O clonazepam não deve ser administrado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista;
  • Interações com testes laboratoriais não foram estabelecidas;
  • O médico deverá ser informado se a mulher estiver amamentando. Caso a ingestão desse fármaco seja necessário a amamentação deverá ser interrompida;
  • O medicamento deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC);
  • Caso haja mudança no aspecto do medicamento, o farmacêutico deverá ser procurado;
  • Nenhum medicamento deve ser tomado fora do prazo de validade. A data de validade vem informada na embalagem do medicamento.

Como usar o medicamento rivotril

A forma de uso e quantidade da dose de rivotril será indicada pelo médico segundo a doença, tolerabilidade, respostas clínica e idade. Os comprimidos podem ser ingeridos com uma pequena quantidade de água ou outro líquido que não tenha álcool.

É orientado que o tratamento comece com uma dosagem baixa, se for necessário ela poderá ser aumentada.

O orientação para o uso em casos de distúrbios epilépticos são:

  • Adultos: a dosagem inicial não pode ultrapassar 1,5 mg ao dia, devendo ser dividida em três doses. Caso necessário o médico poderá aumentar.

A dosagem de manutenção será determinada pelo profissional médico conforme a resposta do fármaco.

A dose máxima orientado para o dia é de 20 mg. Se o paciente estiver fazendo uso de outro anticonvulsivante deverá informar ao médico.

  • Recém-nascidos e crianças de até 10 anos de idade: a dosagem inicial em média é de 0,01 a 0,03 mg/kg ao dia. A dose não deve ultrapassar 0,05 mg/kg ao dia, dividido entre 2 e 3 doses diárias.
  • Crianças entre 10 e 16 anos de idade:a dosagem inicial em média é de 1 a 1,5 mg ao dia, dividido entre 2 a 3 doses diárias. Caso necessário o médico poderá aumentar a quantidade.

A dose diária deve ser dividida em três doses iguais, mas se isso não for possível, a dose maior deverá ser consumida antes de deitar.

Orientação para o uso em casos de transtornos de ansiedade:

  • Distúrbio do pânico: a dosagem inicial é de 0,5 mg ao dia, devendo ser dividida em 2 doses. Caso necessário o médico poderá aumentar a quantidade.

A dose de manutenção deve ser avaliado pelo médico conforme resposta ao medicamento.

  • Como ansiolítico em geral: a dosagem inicial é entre 0,25 mg a 4,0 mg ao dia.

A dose recomendada é de 0,5 a 1,5 mg ao dia, devendo ser tomada dividida em 3 vezes no dia.

  • Fobia social: a dosagem inicial é entre 0,25 mg a 6,0 mg ao dia.

A dose recomendada é de 1,0 a 2,5 mg ao dia, devendo ser tomada dividida em 3 vezes no dia.

Orientação para o uso em casos de transtornos do humor:

  • Transtorno afetivo bipolar: a dosagem inicial é de 1,5 mg a 8 mg ao dia.

A dose recomendada é de 2,0 a 4,0 mg ao dia.



  • Depressão maior: a dosagem inicial é de 0,5 a 6,0 mg ao dia.

A dose recomendada é de 2,0 a 4,0 mg ao dia.

Orientação para o uso em casos de Síndromes psicóticas:

  • Acatisia: a dosagem inicial é de 0,5 mg a 4,5 mg ao dia.

A dose recomendada é 0,5 a 3,0 mg ao dia.

Demais usos do rivotril

Orientação para o uso em casos de síndrome das pernas inquietas: a dosagem inicial é de 0,5 mg a 2,0 mg ao dia.

Orientação para o uso em casos de vertigem e distúrbios do equilíbrio: a dosagem inicial é de 0,5 mg a 1,0 mg ao dia, devendo ser tomada duas vezes no dia. Doses maiores que 1,0 mg ao dia não são indicadas.

Orientação para o uso em casos de Síndrome da boca ardente: a dosagem inicial é de 0,25 a 6,0 mg ao dia. A dose recomendada é de 1,0 a 2,0 mg ao dia.

O rivotril pode ser administrado com outros antiepilépticos conforme orientação médica. Seu uso não deve ser suspenso subitamente, devendo ser interrompido gradualmente após recomendação do médico.

Superdosagem do medicamento: o que fazer

O clonazepam quando consumido em excesso pode provocar reações como: apneia, arreflexia, hipotensão arterial, coma e depressão cardiorrespiratória.

A superdosagem dessa substância dificilmente está relacionada com o risco de morte.

Caso ocorra coma, geralmente ele durará poucas horas, porém pode ser prolongado e cíclico, particularmente em idosos.

Efeitos colaterais do rivotril

O uso do rivotril é capaz de causar alguns efeitos colaterais como:

  • Respiratório;
  • Neurológico;
  • Cardiovascular;
  • Psiquiátrico;
  • Gastrintestinal;
  • Dermatológico;
  • Hematopolético;
  • Musculoesquelético;
  • Genitourinária;
  • Distúrbios auditivos e vestibulares;
  • Hepático.

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