Rosácea – Tipos, causas, sintomas, tratamentos e prevenção

Caracterizada principalmente pela vermelhidão da pela do rosto, especialmente nariz e bochechas, a rosácea é uma doença de pele bastante comum, principalmente em mulheres adultas de pele clara.

Apesar de sua manifestação inicial aparentemente inofensiva, a rosácea é uma doença crônica e com potencial para atrapalhar a vivência cotidiana. Se não cuidada adequadamente a doença pode se espalhar e se manifestar de formas mais graves e persistentes, com veias marcadas na pela e mesmo nódulos inflamados, similares a acne.

o que é rosacea
A rosácea é um problema de pele muito comum que afeta grande parte das mulheres de pele clara

Por não se conhecer uma cura definitiva, o tratamento da rosácea é indicado de acordo com o grau da doença diagnosticado em cada paciente, visando controlar ou mesmo reverter os quadros apresentados.

Mesmo sendo mais comum em mulheres, quando se manifesta em homens a rosácea pode, e geralmente apresenta apresentar estados mais graves, como deformação da pele da região nasal e bochechas.

Ainda em casos mais raros a doença pode se desenvolver em rinofima, caracterizada por um acumulo de tecido na região do nariz que faz com que este fique com aspecto bulboso pela aparição de vários caroços.

Tipos de Rosácea

Existem quatro subtipos de rosácea com características próprias diagnosticáveis, eles são:

  • Subtipo 01 – Eritemato telangectasia: Esse tipo de rosácea é caracterizado por intensa e persistente vermelhidão na pele, além de também existir a possibilidade de vasos sanguíneos visíveis aparecerem.
  • Subtipo 02 – Rosácea pápula pustulosa: Tipo de rosácea marcada pelo aparecimento de lesões pápulo-pustulosas, caroços similares a espinhas, em meio à vermelhidão da pele. Essa característica desse subtipo rendeu a ele durante muito tempo o nome de “acne rosácea”.
  • Subtipo 03 – Rosácea fimatosa: Tipo de rosácea caracterizado por um grande espessamento da pele, esta se tornando vermelha e mais rígida. Muitas vezes pode resultar em um aumento do tamanho do nariz, e queixo quando ocorre nessa região, devido ao acumulo de tecido excedente.
  • Subtipo 04 – Rosácea ocular: Esse tipo de rosácea, como dito no próprio nome, ocorre nos olhos e é marcado por descamação do tecido ocular devido a ressecamento, lacrimação e sensação de ardor, vermelhidão próximas aos cílios e mesmo perda parcial da visão, podendo escalar para perda total caso não tratada.

Apesar de estes subtipos possuírem características próprias para diagnóstico, em muitos casos os pacientes podem manifestar sintomas de mais de um deles simultaneamente, além de os sintomas poderem evoluir em outro subtipo.

Uma outra forma mais rara da doença, conhecida por granulomatosa, também pode se manifestar, sendo caracterizada pelo aparecimento de nódulos acastanhados na face, além disso alguns pacientes podem apresentar também lesões, não necessariamente no rosto, na pele.

Causas da Rosácea

As causas específicas da rosácea são desconhecidas, ainda diversos fatores no ambiente e hábitos pessoais podem aumentar a chance de a doença ocorrer, como por exemplo:

  • Alimentos e bebidas muito apimentadas e condimentadas;
  • Alimentos e bebidas quentes;
  • Consumo de álcool;
  • Extremos de temperatura;
  • Exposição ao Sol e vento;
  • Emoções (estresse, raiva, etc.)
  • Exercícios desgastantes;
  • Uso de cosméticos;
  • Banhos quentes ou saunas;
  • Uso de medicamentos vasodilatadores.

Além dos agravantes ambientais, alguns fatores de risco pessoais também já foram identificados, dentre eles:

  • Ser mulher com pele clara;
  • Idade maior que 30 anos;
  • Histórico familiar de rosácea;
  • Presença de uma bactéria intestinal Helicobater pylori;
  • Contato com um ácaro demodex portador da bactéria Bacilus oleronius;
  • Presença da proteína Catelicidina, que normalmente protege a pele contra infecções;

Esses fatores, além de atuarem numa maior chance do aparecimento da rosácea, também são considerados como indicadores de que a doença poderá se agravar na pessoa. Ainda é válido considerar que mesmo a aparição da doença sendo mais comum em mulheres, ela também pode surgir em homens e geralmente de forma mais grave.

Sintomas de Rosácea

Os sintomas da rosácea podem variar muito entre os indivíduos afetados, porém algumas características consideradas primarias podem sempre ser observadas em alguma escala, estas são:

  • Rubor: Muitas pessoas com rosácea experimentam episódios de ruborização da face, sintoma esse que pode ir e vir, mas é considerado um dos primeiros sintomas observáveis da doença;
  • Vermelhidão persistente: É o sintoma individual mais comum aos portadores de rosácea, pode se assimilar a ruborização, porém tende a permanecer por longos períodos;
  • Irregularidades e protuberâncias: Irregularidades na pele ou protuberâncias preenchidas com pus (pústulas) aparecem com frequência, em muitos casos lembram a acne.
  • Vasos visíveis: Muitas vezes vasos sanguíneos se tornam visíveis na pela da pessoa com rosácea;

Além desses sintomas considerados primários, diversos outros podem indicar a possível presença da doença, como: Irritação ocular, sensação de ardência ou pequenas alfinetadas na pele, ressecamento da pele, placas avermelhadas, espessamento da pele e inchaço.

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Caso perceba os sintomas da rosácea, procure um médico para iniciar o tratamento imediato antes que o seu caso se agrave

Apesar das manifestações mais comuns serem na face, especialmente bochechas e nariz, também é possível que elas apareçam em outras regiões como pescoço, peito, couro cabeludo e orelhas.

Devido a grande variedade de sintomas e formas nas quais a rosácea pode se manifestar, ao consultar um médico, o especialista indicado para diagnóstico e acompanhamento da doença deve ser um dermatologista.

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Tratamento de Rosácea

Em função dos sintomas da rosácea variarem bastante entre pacientes, além de não existir uma cura definitiva para a doença, o tratamento e controle dela deve ser estabelecido observando cada caso em particular.

Remédios orais e tópicos podem ser receitados para controlar as irregularidades e protuberâncias da pele, também tratamentos tópicos podem ser recomendados para o controle da vermelhidão.

Para a rosácea ocular, a prescrição de antibióticos orais é o tratamento mais comum.

Para o controle e remoção de irregularidades e vasos aparentes, lasers e luzes intensas pulsadas podem ser utilizados e intervenções cirúrgicas para a remoção de tecido extra pode ser recomendada em casos de rosácea fimatosa.

Além dos cuidados e controles iniciais, principalmente os tratamentos por via oral e tópico são, geralmente, receitados para o acompanhamento e controle de longo prazo da doença, buscando evitar a evolução dela e até mesmo reverter os quadros com o uso desses medicamentos.

Prevenção

 Como as causas específicas da rosácea não são conhecidas, a prevenção de sua aparição se torna complexa. Mas ao se evitar os fatores de risco citados, especialmente mulheres com a pele clara e mais de 30 anos, e cuidar regularmente da pele, com check-ups médicos regulares, pode se evitar que a doença apareça.

Após seu aparecimento, uma série de cuidados pode ser adotada para que ela não se agrave:

  • Cuidado com os ambientes: através do uso de protetores solares e evitar ambientes abafados, quentes e/ou com muito vento, que podem ferir e ressecar a pele;
  • Evitar irritação e estresses;
  • Cautela com cosméticos: a pele com rosácea se torna muito mais sensível aos efeitos nocivos de produtos cosméticos, logo estes devem ser evitados ou recomendados por um especialista;
  • Cuidados com a alimentação: evitar alimentos muito apimentados e bebidas quentes, como o café, além de cortar também os ricos em sódio e muito ácidos;
  • Cuidados em casa: para controlar a sensibilidade, sabonetes de enxofre e com ph fisiológico, além de borrifamentos com água termal podem ser feitos;
  • Intervenções cirúrgicas: em casos mais graves, intervenções médicas podem ser necessárias para recuperar e manter o aspecto saudável da pele;

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