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Transtorno Bipolar Tipo 1, tipo 2 e leve: Causas, sintomas e tratamento

O transtorno bipolar de humor (TBH), também é chamado de distúrbio bipolar e transtorno afetivo de bipolaridade (TAB). Trata-se de uma patologia psicológica em que o paciente tem grandes variações de humor, podendo ser períodos de elevado sentimento de alegria e outros de raiva ou depressão, todos estes aparecem de forma bastante intensa e incomum.

O transtorno bipolar atinge cerca de 4% das pessoas (na fase adulta), sendo que o número de pessoas diagnosticadas com algum dos tipos desta condição no Brasil girava em torno de 5 milhões no ano de 2015.

Durante os períodos de variações de humor a pessoa sente de forma anormal sensações exageradas de euforia, tristeza, raiva e demais sentimentos que estão associados a tal doença.

As variações de humor são algo comum, ninguém tem um humor “linear”. O humor pode ser afetado por fatores externos, como stress, rotina, sobrecarga, e fatores internos, como a TPM (tensão pré-menstrual) nas mulheres. Desta forma, nem toda variação de humor pode ser considerada bipolaridade.

As classificações desta doença, em geral são três, sendo elas: transtorno bipolar tipo 1, transtorno bipolar tipo 2 e transtorno bipolar leve (ciclotima).

Transtorno bipolar tipo 1

O TBH tipo 1 é o mais intenso. Este tipo de transtorno bipolar é caracterizado por episódios de variação do humor que giram em torno de 7 dias, no qual a pessoa passa por episódios definidos como “episódios maníacos”,  e muita das vezes o paciente sente tão intensamente os sintomas que necessita de cuidados hospitalares especiais e imediatos.

Há também períodos de depressão profunda que podem durar de uma a duas semanas, esta depressão pode ser mista, que é a junção da sensação depressiva com sensações maníacas.

Transtorno bipolar tipo 2

O diagnóstico do tipo 2 de transtorno bipolar é caracterizado pela ausência dos episódios maníacos (supracitado acima), ao invés destes, a pessoa apresenta longos períodos de euforia e depressão, de forma alternada.

Este tipo é considerado mais leve que o tipo 1, mas isso não significa que não necessite de cuidados especiais.

Transtorno bipolar leve

O transtorno bipolar leve, como o próprio nome sugere, é bem menos intenso que os demais tipos. É chamado também de desordem ciclotímica e ciclotimia. É caracterizado por períodos intensos de oscilações de humor, muitas vezes de forma não cíclica (sem ciclo definido) e não atende os sintomas dos transtornos bipolares tipo 1 e 2.

É preciso cuidado no diagnóstico deste tipo, haja vista que muitas vezes os sintomas são similares à depressão e outras doenças mentais.

Causas do transtorno bipolar

As causas dos transtornos de bipolaridade ainda são um mistério para a ciência, mas a maioria das pesquisas apontam diversos fatores que podem estar associados às oscilações de humor presentes na doença, sendo eles:

1. Funcionamento e estrutura do cérebro

Estudos demonstram que o cérebro de uma pessoa com transtornos mentais se difere dos que não possuem, tanto no que tange a estrutura quanto no funcionamento.

Estas pesquisas são de extrema importância para definição de medicamentos funcionarão no tratamento dos pacientes diagnosticados, e com elas tem-se obtido grandes inovações no assunto.

2. Fatores genéticos

Alguns tipos de genes estão mais predispostos a desenvolver o transtorno de bipolaridade que outros, mas esta não é uma causa isolada, foram feitos estudos com gêmeos (compartilham o mesmo gene) e na maioria das vezes somente um tinha o diagnóstico.

3. Heranças genéticas

O transtorno de bipolaridade pode ocorrer diversas vezes na mesma família. Sendo assim, pessoas que possuem parentes próximos que sofrem com a doença têm maior propensão de desenvolver também, mas atenção, isso não significa necessariamente que irão desenvolver.

Desta forma, é unânime que não existe uma única causa para o transtorno de bipolaridade. Como pode ser observado, muitos são os fatores que podem ter relação com o surgimento da patologia.

Sintomas e diagnóstico do transtorno bipolar

As pessoas que têm o transtorno de bipolaridade experimentam sensações atípicas do comportamento normal, este sendo o principal sintoma, dentre estas sensações, pode haver também mudanças drásticas no sono e na alimentação, desde que exacerbem a normalidade.

Além disso, existem os “episódios maníacos” e os “episódios depressivos”, os quais são caracterizados pelos seguintes sintomas:

  • Episódios maníacos: euforia, exaltação, elevado nível de energia, nervosismo, insônia, hiperatividade, irritação, sensibilidade e atitudes inconsequentes;
  • Episódios depressivos: pouca energia, tristeza, falta de esperança, insônia/ hiperinsônia, preocupação excessiva, problemas na concentração, excesso/falta de apetite, cansaço, preguiça, baixa autoestima, falhas na memória e pensamentos suicidas.

O diagnóstico do transtorno de bipolaridade é realizado por um psiquiatra, o qual deve ser meticuloso neste momento, pois, muitas vezes, o diagnostico pode estar errado, principalmente em virtude da semelhanças com outros transtornos mentais.

Para complementar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames físicos que excluirão outras opções de doenças.

Um bom diagnóstico e tratamento adequado pode oferecer ao paciente melhora significativa no quadro e na qualidade de vida.

Transtorno bipolar tem cura? Conheça os Tratamentos

Tratamento transtorno bipolar
Transtorno bipolar tem tratamento

O transtorno bipolar é uma doença que está rodeada de estereótipos, esta não é um estado de humor repentino, trata-se de uma doença crônica, sendo assim, não tem cura, mas tem tratamentos que ajudam o paciente a levar uma vida normal.

O tratamento deste transtorno ajuda muito no controle das oscilações do paciente, geralmente, os planos de tratamento para esta patologia incluem o uso de medicamentos e psicoterapia.



Dentre os medicamentos, estão:

  • Antipsicóticos atípicos;
  • Antidepressivos;
  • Estabilizadores de humor;

Dentre as técnicas de psicoterapia combinadas aos medicamentos estão:

  • Terapia focada na família;
  • Terapia cognitivo-comportamental;
  • Psicoeducação;
  • Terapia de ritmos interpessoais e sociais;

A psicoterapia pode contribuir da seguinte forma:

  • Aumentar a aceitação da doença e adesão ao tratamento;
  • Reduzir os efeitos colaterais e sintomas residuais;
  • Prevenir recaídas;
  • Prevenir automutilação e suicídio;
  • Reduzir o período hospitalar;
  • Melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares;
  • Melhorar desempenho e habilidades sociais;
  • Melhorar a capacidade de lidar com situações estressantes cotidianas;

Há também outros tratamentos para o transtorno de bipolaridade, veja:

Medicamentos que controlam o sono: este tipo de medicamento irá ajudar o indivíduo a regular seu sono, sintoma muito comum na síndrome. Em casos mais intensos de insônia/ hiperinsônia o médico pode prescrever o uso de sedativos. Veja a bula dos remédios.

Suplementos naturais: Há no mercado alguns suplementos naturais que controlam a síndrome de bipolaridade, no entanto, não há muitas pesquisas que mencionam a eficácia destes. Uma alimentação equilibrada e evitar bebidas e álcool podem também contribuir para controle dos sintomas.

Monitoramento diário: Se trata de um tratamento onde é anotado os sintomas diários, tratamentos, sono e eventos. Este monitoramento contribui para acompanhar e tratar o transtorno de forma eficaz, definindo sempre melhoras estratégias para a melhora do paciente (diminuição das oscilações).

Eletroconvulsoterapia: É um tratamento utilizado quando a medicação e a psicoterapia não são suficientes para melhora do paciente, sendo uma alternativa eficiente e segura;

Este tratamento faz uso de uma corrente elétrica (por um pequeno espaço de tempo) aplicada na região do couro cabeludo, é importante dizer que o paciente é anestesiado durante o procedimento.

De maneira geral, o processo dura em torno de 15-20 minutos, e é feito de duas a três vezes por semana, por um período de seis a doze semanas; A desvantagem é que não é um tratamento muito barato, mas obtem grande sucesso na maioria dos casos, segundo pesquisas realizadas.

  • Cuidados durante o tratamento do transtorno de bipolaridade:
  • Deve ser acompanhado por um médico psiquiatra;
  • Atentar-se aos efeitos colaterais;
  • Não interromper o tratamento;
  • Não fazer uso de substancias como álcool, cigarros e outras drogas;
  • Acompanhamento contínuo das melhoras e retrocessos no quadro do paciente;
  • Ter uma boa alimentação;
  • Atividades físicas e uma boa alimentação contribuem;

Transtorno bipolar afetivo

É comum encontrar outras denominações para o transtorno de bipolaridade, dentre elas está o transtorno bipolar afetivo. Todas estas denominações se referem à mesma síndrome, que é caracterizada pelos sintomas que foram descritos acima.

Pessoas com transtorno bipolar são perigosas?

perigo do transtorno bipolar
As vezes transtorno bipolar é perigoso

As pessoas que sofrem de transtorno bipolar não são perigosas, isso é mais um estereótipo atribuído à doença. Claro que, se a pessoa sofre do transtorno mais intenso (tipo 1) , ela precisa de mais atenção médica, e caso isso não ocorra, pode afetar a vida de pessoas próximas a ela.

Se você tem alguém próximo que sofre desta síndrome, ajude-a. Pode ser uma tarefa difícil, mas ela precisa, e muito, de seu apoio e ajuda. Aconselhe ela a procurar ajuda médica, é comum pessoas que sofrem de alguma doença mental não a reconhecer como uma doença.

Quando procurar ajuda médica

Os problemas psicológicos estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, principalmente devido ao ritmo de vida adotado atualmente, se você não apresenta os sintomas do transtorno bipolar, mas acha que de alguma forma seu psicológico está afetando sua vida de forma negativa, é aconselhável que procure a ajuda de imediato, antes que isso se intensifique e você tenha problemas maiores.

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