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Tuberculose

Tuberculose é considerada uma doença gravíssima e contagiosa, cuja infecção inicia nos pulmões e compromete as funções do rim, cérebro, ossos, pele e coluna vertebral.

Mesmo com o passar dos anos, a doença é um problema de saúde pública, causando sintomas como febre, tosse, perda de peso e falta de ar, e levando até 4,6 mil brasileiros ao óbito.

Para um tratamento correto, é preciso que o diagnóstico seja feito o quanto antes para distinguir a tuberculose da pneumonia, frequentemente associadas. São 10 tipos de tuberculose, atingindo diferentes órgãos, mas algumas delas são raras e, de todo modo, merecem atenção redobrada.

Neste conteúdo, vamos entender tudo sobre a tuberculose e o que deve ser feito para prevenir-se contra essa infecção.

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O que é tuberculose?

Tuberculose é uma doença infectocontagiosa, transmitida pelo ar, secreções corporais ou saliva, podendo comprometer outros órgãos, como ossos, cérebro e rins devido à bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Kock (BK), que é uma das responsáveis pela infecção.

Ao todo, são 10 tipos diferentes de tuberculose que podem, em alguns casos, serem confundidos com outros problemas. Conheça todas eles:

  • Tuberculose extrapulmonar: a doença atinge outros órgãos.
  • Tuberculose ganglionar: é o tipo mais comum entre recém-nascidos, pessoas com HIV ou com baixa imunidade. A doença atinge os linfonodos (gânglios) no pescoço, causando seu aumento e provocando pus.
  • Tuberculose pleural: sua incidência ocorre na região do pulmão, levando a sintomas como dor no tórax, presença de água na membrana pleural e falta de ar.
  • Tuberculose ocular: é um tipo raro da doença, comum entre pessoas do sexo masculino, negros e entre pessoas com baixa defesa imunológica, como soropositivas ou com diabetes, por exemplo.
  • Tuberculose cerebral: raro e bastante perigoso, a infecção que atinge o cérebro pode evoluir para uma meningite.
  • Tuberculose óssea: atinge a coluna vertebral, causando dores nas costas. O sistema neurológico pode sofrer alterações, afetando os movimentos do corpo.
  • Tuberculose cutânea: comum em países tropicais e de pouca umidade, atingindo pessoas imunodeprimidas e de baixa renda.
  • Tuberculose urinária: confundida com uma infecção urinária, esse tipo de tuberculose precisa ser tratada o mais rápido possível para evitar uma insuficiência renal.
  • Tuberculose do coração: a infecção inflama o pericárdio, dando-se o nome de pericardite e complicando outras regiões do corpo.
  • Tuberculose do peritônio: é considerado o mais raro e grave por causa da dificuldade de diagnosticá-lo, levando facilmente ao óbito. Exames de laparoscopia, entretanto, podem ajudar a confirmar a infecção por tuberculose no peritônio ou no sistema gastrointestinal.

Exceto em casos de tuberculose extrapulmonar, é necessário um isolamento do paciente por no máximo 15 dias durante o tratamento, a fim de evitar a transmissão.

Causas da tuberculose

Independente de qual área é mais atingida, a tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Kock (BK) – a mais frequente – e pelas microbactérias microti, africanum e mycobacterius bovis.

Sintomas

Uma pessoa pode ser acometida pela tuberculose, mas nunca apresentar os sintomas, ao passo que outras pessoas têm os sintomas comuns, mas ignoram por anos.

De qualquer maneira, os sintomas mais frequentemente associados à tuberculose são:

  • Febre à tarde;
  • Tosse seca durante 3 semanas que, com o tempo, expele sangue ou pus;
  • Produção de escarro verde;
  • Suor noturno;
  • Perda de peso fora do normal;
  • Cansaço extremo;
  • Perda de apetite;
  • Rouquidão;
  • Fraqueza;
  • Mal-estar;
  • Palidez;
  • Prostração.

Os sintomas de tuberculose tornam-se graves quando há excessiva eliminação de sangue durante a tosse, dificuldade de respiração, pus acumulado na pleura (causando dor no tórax) e colapso pulmonar.

Diagnóstico e Tratamentos

A tuberculose é tratada com antibióticos durante 6 meses ininterruptos, ou seja, o paciente não pode abandonar o tratamento sob o risco de a infecção voltar.

Os medicamentos prescritos costumam ser a Isoniazida, Bromidrato de Fenoterol e Rifampicina.

Além do tratamento clínico, é possível associar com tratamentos caseiros que aceleram a cura da tuberculose. Conheça alguns:

Chá de equinácea

Para regenerar o pulmão e fortalecer as defesas do organismo, basta preparar um chá de equinácea com índigo, púrpurea e árvore da vida.

Em 500 ml de água fervida, adicionar 1 colher de sopa de cada planta e aguardar 5 minutos. Depois é só coar e beber em seguida, 2 vezes diariamente.

Chá de anis-verde

Para aliviar aquela tosse com catarro persistente, é só adicionar 1 colher de sopa de anis-verde, alteia e eucalipto em 1 xícara de água já fervida.

Como o chá anterior, deixe descansar por cerca de 5 minutos, depois coe. Se preferir, adoce com mel.

Chá de cavalinha

O chá de cavalinha é conhecido como remédio caseiro antibacteriano, bastando ferver 200 ml de água com 5 gramas de talos de cavalinha. Deixe repousar por 15 minutos, coe e beba 1 xícara diariamente.

  • Cuidado: o chá de cavalinha não é recomendado às mulheres grávidas e lactantes.

Outras formas caseiras para tratar a tuberculose incluem chá verde e alimentos ricos em vitaminas. Contudo, é importante somente fazer uso desses tratamentos naturais sob orientação médica.

Veja mais sobre tratamentos naturais.

Como prevenir a tuberculose

O primeiro método de prevenção à tuberculose é através da vacina BCG, aplicada em bebês em seu primeiro mês de vida.

Contudo, a vacina BCG apenas protege contra as formas graves da doença, sendo necessários cuidados extras, como evitar o cigarro, bebidas alcoólicas e má alimentação, fatores que afetam as defesas do organismo, contribuindo para as bactérias se alojarem nos órgãos.

Quem convive com pessoas com tuberculose pode se proteger com o medicamento isoniazida até que a pessoa infectada termine seu tratamento.



Como é a transmissão da tuberculose?

A tuberculose é transmitida pelo contato direto com a pessoa infectada, seja pelo ar, saliva ou tosse ou pela falta de higiene.

A bactéria pode entrar no organismo e permanecer por lá sem que haja sintomas, desde que a imunidade esteja alta, ou seja, as defesas do organismo são capazes de bloquear a ação das bactérias.

Entretanto, com a imunidade baixa, as bactérias têm fácil acesso aos órgãos, apresentando sintomas típicos da tuberculose. Assim, as bactérias se multiplicam, sendo bastante comum em casos de tuberculose pulmonar.

Qualquer sintoma semelhante a tuberculose deve ser investigado para evitar que outros órgãos sejam afetados. Não deixe de procurar ajuda médica e nunca se automedique.


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